Quadrilha usa documentos falsos para furtar R$ 23 mil em produtos estéticos
Empresária descobriu crime ao ser informada por biomédica que teve os documentos levados por ladrões
Empresária de 43 anos teve um prejuízo de R$ 23,7 mil ao ter produtos de harmonização facial e corporal furtados por grupo que falsificou documentos. O caso aconteceu em Campo Grande no mês de dezembro e um dos suspeitos, que atuava como entregador para a quadrilha foi preso. A mercadoria foi levada de uma distribuidora localizada na Vila Gomes.
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Empresária de Campo Grande teve prejuízo de R$ 23,7 mil após quadrilha fraudar documentos e furtar produtos de harmonização facial e corporal. O grupo utilizava documentos roubados de uma biomédica de Brasília para realizar compras em dezembro. A fraude foi descoberta quando a verdadeira proprietária dos documentos alertou sobre o furto ocorrido em fevereiro. Um entregador foi preso após operação policial. A empresária alerta sobre riscos de produtos revendidos abaixo do preço de mercado e sem garantia de procedência.
Conforme o registro policial, a empresária procurou a PM (Polícia Militar) logo após desconfiar de uma transação. Em seu relato, Fran Silva contou que havia feito a venda de produtos estéticos usados para preenchimentos de uso exclusivo de profissionais da área da saúde em dois pedidos – o primeiro no valor de R$ 6,7 mil e o outro de R$ 17 mil, que deveriam ser entregues a um rapaz identificado como Erick Américo de Almeida.
Outro pedido já havia sido feito no valor de R$ 18 mil e um quarto ainda seria fechado no dia 17 de dezembro. A empresária desconfiou das transações e então decidiu acionar a PM (Polícia Militar). Os policiais foram até o Bairro Zé Pereira onde seria feita a entrega dos produtos e outra remessa já havia sido levada, mas nada foi encontrado.
Erick, responsável por retirar os produtos e entregar no destino final, autorizou que os policiais vistoriassem seu celular onde havia troca de mensagens com Vinícius Martins de Souza. No telefone do rapaz, foram encontradas orientações a um terceiro suspeito que receberia as caixas com as medicações e armazenaria. Ele foi colocado como testemunha. O entregador foi preso e levado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol.
Golpe – Segundo a empresária, o primeiro pedido foi feito no dia 10 de dezembro em nome de Ana Luiza Furtado de Araújo, biomédica de Brasília. Vinícius foi o responsável por conversar com a equipe e então foi realizada a primeira venda. Já na segunda negociação, feita no dia seguinte, a fraude foi então identificada.
“Eu só descobri porque quando emiti os boletos, eles caíram no sistema da Ana Luiza e ela entrou em contato comigo falando que os documentos dela tinham sido furtados em fevereiro e desde então estavam usando para fraudes. Eu fui pra casa e pensei: ‘Caramba, cai numa fraude’”, explicou.
Fran então decidiu entrar em contato com a quadrilha e colocar a Armonizzare, responsável pela venda dos produtos à disposição e então conseguir pegar a quadrilha. “Eu marquei a entrega de produtos e já acionei a polícia. Quando o motoboy chegou aqui já estavam todas as equipes da polícia aqui e então falei para me levar até onde estavam os produtos“, detalhou a empresária.
Agora, a empresária afirma que reforçou a segurança para finalizar as vendas e faz um alerta para que os profissionais de saúde e estética fiquem atentos aos produtos que são revendidos com preços muito abaixo do mercado, que podem, inclusive, ter sofrido danos e alterações ao serem manipulados por pessoas sem preparo.
“Não há garantia de armazenamento ou procedência, o que coloca a vida das pacientes em risco direto de complicações graves e necrose; além disso, quem compra produto roubado ou fruto de golpe responde criminalmente por isso. A orientação é desconfiar de preços excessivamente abaixo do mercado e de vendedores que não possuem vínculo direto com as distribuidoras autorizadas,” descreve em nota.
A Polícia Civil segue investigando o caso para a prisão e a identificação de outros integrantes do esquema.
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