"Não morri", diz botafoguense confundido desde garoto com amigo de Beira-Mar
Amigos chegaram a mandar mensagens após a notícia da morte do traficante, e Leonardo precisou se explicar

Mais uma vez confundido com o traficante “Barão do Tráfico” por conta do nome, o analista financeiro em Campo Grande Leonardo Dias Mendonça, de 43 anos, precisou esclarecer que segue bem vivo e com o coração batendo forte pelo Botafogo.
RESUMO
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Analista financeiro Leonardo Dias Mendonça, de 43 anos, precisou esclarecer que está vivo após ser confundido com o traficante Leonardo Dias de Mendonça, o "Barão do Tráfico", que morreu na Penitenciária Federal de Campo Grande aos 63 anos. A diferença entre os nomes é apenas o "de". O analista relatou que a confusão ocorre desde sua adolescência, quando chegou a ser procurado pela polícia durante investigações sobre o criminoso.
Interno da Penitenciária Federal de Campo Grande, Leonardo Dias de Mendonça, de 63 anos, morreu ontem (dia 20). Ele já foi considerado pela PF (Polícia Federal) como um dos maiores traficantes do Brasil.
Com a divulgação da morte pela imprensa, o nome parecido, sendo o “de” a única diferença, fez com que o analista fosse acionado por amigos, temeroso do pior. Contudo, ele conta que já chegou até a ser procurado pela polícia no passado, durante investigação sobre o traficante.
“Quando eu ainda era menor de idade, por volta dos 16 anos, já houve essa confusão, inclusive já fui procurado pela polícia na época. Com a notícia da morte dele, algumas mensagens chegaram até a mim pelo WhatsApp e eu tive que esclarecer o engano”, conta Leonardo.
Ele lembra que a similaridade dos nomes sempre gera curiosidade. “Hoje, eu levo na brincadeira. Mas na época da adolescência eu até tive medo, pois poderia ser confundido e algo mais grave acontecer”.
Leonardo trabalha na área contábil, financeira e é empreendedor no ramo de personalizados. “Sou apaixonado pelo Botafogo desde a infância, herdei de alguns familiares e hoje lidero a torcida Pantanal Fogo MS em Campo Grande”.
Histórico no crime - O “Barão do Tráfico” tem trajetória no crime que remonta ao fim da década de 1990. Em janeiro de 2003, a Folha de S.Paulo noticiou que ele havia sido condenado a 23 anos e quatro meses de prisão por tráfico internacional de drogas.
O preso também ganhou projeção durante a Operação Diamante, investigação da PF sobre tráfico de drogas e suspeitas de compra de sentenças no Judiciário.

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