Governo licita rodovia no norte de MS por R$ 96,5 milhões
Obra terá 30 km de asfalto e durará até 720 dias; propostas serão abertas em 15 de setembro

O Governo de Mato Grosso do Sul lançou licitação para pavimentar 30,15 quilômetros da MS-215, em Pedro Gomes, na região norte do Estado. O valor máximo estimado para a obra é de R$ 96,49 milhões e a abertura das propostas está marcada para 15 de setembro, às 10h15.
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A concorrência será eletrônica e terá como critério o menor preço. O trecho começa no fim da área urbana de Pedro Gomes e segue até a Serra do Amasílio, onde encontra a parte da rodovia que já está pavimentada. A MS-215 tem aproximadamente 116 quilômetros de extensão.
Hoje, o segmento que receberá asfalto possui revestimento primário, de terra e cascalho. Fotografias incluídas no estudo técnico mostram diferentes pontos da estrada de terra.
Os projetos que acompanham o edital incluem serviços de terraplenagem, drenagem, sinalização e obras complementares, além da construção de uma ponte sobre o Córrego Pedro Gomes. O pacote inclui ainda medidas para reduzir atropelamentos de animais silvestres e o cumprimento de condicionantes ambientais.
O valor máximo da contratação foi fixado em R$ 96.495.685,96, com base em estimativas elaboradas no início deste ano. No estudo técnico, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) comparou duas planilhas de custos e adotou como referência a de menor valor.
A documentação da licitação detalha os gastos previstos para os diferentes serviços da obra, entre eles movimentação de terra, pavimentação, ponte, equipamentos, veículos, materiais e estrutura necessária para a execução dos trabalhos.
Depois da emissão da ordem de serviço, a empresa vencedora terá cinco dias para iniciar os trabalhos. O prazo previsto para conclusão é de até 720 dias, praticamente dois anos.
A Agesul permitirá que a vencedora subcontrate parte dos serviços, limitada a 25% do valor contratado. Apesar disso, toda a obra foi colocada em um único lote. O Estado justificou que as etapas são interdependentes e que a divisão poderia provocar atrasos e aumento de custos.
As empresas interessadas poderão agendar visita técnica ao local antes de apresentar as propostas. Depois da habilitação das concorrentes e da seleção da melhor oferta, a proposta vencedora deverá permanecer válida por 120 dias.
Grãos, pecuária e eucalipto- A MS-215 é uma das rotas utilizadas para chegar a propriedades rurais da região e para o transporte de pessoas, grãos, gado, leite e insumos. O estudo da Agesul também chama atenção para o avanço do cultivo de eucalipto, atividade ligada à expansão da indústria de celulose em Mato Grosso do Sul.
Segundo o diagnóstico do Estado, mesmo com manutenção, as condições da estrada aumentam o tempo de viagem, os custos de transporte e o risco de acidentes, além de prejudicar o escoamento da produção rural.
O documento aponta ainda danos aos veículos, riscos aos motoristas e dificuldades para moradores da zona rural chegarem a serviços públicos. Na avaliação da Agesul, a situação também encarece o escoamento da produção, devido ao aumento do consumo de combustível, desgaste da frota e possibilidade de perdas das cargas transportadas.
Conectando estradas – No final de junho, o governo lançou licitação para contratar o projeto para embasar a pavimentação da MS-213, naquela mesma região, já mais ao norte, região de Sonora, dando acesso à divisa com o Mato Grosso. A partir do recebimento do projeto executivo de engenharia será selecionada empresa para a implantação e pavimentação de 76,66 quilômetros da estrada, incluindo pontes.
Essa obra, que ainda será detalhada, vai exatamente gerar conexão com a MS-215, que sai de Pedro Gomes, mais ao sul. Ela atende pedido dos produtores para escoamento de grãos para exportação, facilitando acesso aos trens da Ferronorte, que seguem entre o Mato Grosso e São Paulo passando por municípios de Mato Grosso do Sul no trajeto, com a travessia sobre o Rio Paraná em Aparecida do Taboado.


