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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

30/01/2014 15:50

Quebrado, monumento no aeroporto de Campo Grande completa um ano

Em fevereiro de 2014 chegaremos ao 13º mês sem uma solução anunciada

Paulo Renato Coelho Netto, especial para o Campo Grande News
Monumento Pantanal Sul. Foto:(Paulo Renato Coelho Netto)Monumento Pantanal Sul. Foto:(Paulo Renato Coelho Netto)
A cena que se vê do que restou do cartão postal. Foto:(Paulo Renato Coelho Netto)A cena que se vê do que restou do cartão postal. Foto:(Paulo Renato Coelho Netto)
Uma das aves, que representa o pouso das aeronaves. Foto:(Paulo Renato Coelho Netto)Uma das aves, que representa o pouso das aeronaves. Foto:(Paulo Renato Coelho Netto)

Em qual país do mundo um dos principais monumentos turísticos ficaria um ano quebrado, sem previsão de reforma? No Brasil, mais especificamente em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul.

Há exatamente um ano, quem chega à cidade pelo Aeroporto Internacional Antônio João se depara com o Monumento Pantanal Sul quebrado, caído. Um descaso na principal porta de chegada para turistas e, principalmente, para a população local.

A peça central do Monumento Pantanal Sul, que personifica a decolagem da ave, foi a nocaute devido a chuvas torrenciais em janeiro de 2013.

Desde então, o artista plástico Cleir, que idealizou e construiu o monumento, vem percorrendo vias sacras à procura de patrocínio para reerguer a obra.

Ele precisa de R$ 130 mil reais para reconstruir a peça, além de fazer a manutenção nas outras duas que compõem o complexo.

Desde que foi criado, há 14 anos, o Monumento Pantanal Sul não recebeu uma única manutenção.

Aves símbolo do pantanal sul-mato-grossense, os tuiuiús que ornamentam e recebem de asas abertas os turistas que chegam a Mato Grosso do Sul poderiam muito bem ser usados como ícones da burocracia para se resolver um problema aparentemente simples no Brasil.

Lá se foi um ano e a ave continua no chão, sem que o responsável pela reconstrução, no caso a Infraero, resolva o problema. Em fevereiro chegaremos ao 13º mês sem solução anunciada.

Pesando cerca de quatro toneladas, a peça de concreto tem seis metros de altura e envergadura de doze metros.

As outras duas aves que sobreviveram ao temporal representam, respectivamente, o pouso e o abastecimento, esta com o bico na lâmina d’água como se estivesse comendo um peixe.

Uma metáfora genial do artista plástico campo-grandense Cleir que construiu e assinou o projeto, referindo-se às três etapas das aeronaves que pousam, reabastecem e decolam, desembarcando e embarcando passageiros na capital do Estado.

Caso a Infraero autorize a reconstrução da peça quebrada em fevereiro, somando-se o prazo para que o trabalho seja finalizado, mais o tempo perdido, a simples reforma vai levar nada mais nada menos que quinze meses, 450 dias!

Que tipo de país pode se considerar razoavelmente sério que precisa de 450 dias para recuperar um monumento?

Tudo seria evitado se as aves do monumento passassem por manutenção temporária, o que não acontece.

Como de hábito neste país, geralmente as coisas são feitas e abandonadas à própria sorte para que o tempo tome conta de destruir por completo, como é o caso da Ferrovia Noroeste do Brasil.

Não temos o hábito de preservação e conservação. As estradas são construídas e destruídas por falta de zelo. O asfalto urbano é uma ridícula colcha de retalhos pelo mesmo motivo.

Em um país no qual não existe o menor respeito pelo idoso, pelo dinheiro público, pelo índio, pelo cidadão ou as crianças, olhando por este lado, mais de um ano para arrumar um tuiuiú é perfeitamente compreensível. Ou mais. Vamos aguardar.



Não seja reacionário e ignorante, Luiz Pontes. Um povo sem cultura vale menos que um esparadrapo usado. Para um Estado que quer ficar conhecido pelas belezas naturais que tem, esse monumento quebrado é uma afronta ao turismo, à cultura e à população de Campo Grande.
 
Eduardo Gomes em 30/01/2014 20:45:59
Tira o tapume, destrói o que sobrou do que caiu e deixa só os 2 que estão de pé...
Simplessssss!
 
ygor bueno em 30/01/2014 20:43:27
Voçê ver seu político, imagine o povo que votam nêles, e vai continuar
assim, o povo merece!!!!!
 
DANIEL MENDES NETO em 30/01/2014 20:22:19
Este é o prefeito eleito, não apenas abandonou a cidade como agora quer expulsar do partido o seu vice, o que se pode entender que o que ele não quer é trabalhar, além de ser uma pessoa extremamente odiosa. Campo Grande Brasil, Amém
 
Romaldo Milani em 30/01/2014 20:16:54
essa porcaria se quebra sò com as chuvas ,olha eu tenho um amigo meu que ,com esse dinherao todo ai ele constroi todos os bichos do pantanal,onça ,tigre ,jacare , arara,tamandua,capivara,sucuri, e ainda sobra dinheiro para alguns bichinhos,como elefante.
e eu nao to mentindo nao, foi ele que fez la na prefeitura.
 
natal araujo em 30/01/2014 20:15:29
E não é só esse monumento que está abandonado, a Orla Morena esta tomada por pichadores, pelo mato e sujeira, e varias praças dos bairros de Campo Grande estão abandonados, e tudo vai ficar assim por muito tempo se depender do Bernal.
 
Marcos Wild em 30/01/2014 18:46:02
Acredito que a pergunta correta seria a seguinte: Que tipo de país sério, onde saúde e educação são precários, gastaria 130MIL REAIS em uma "obra" de gosto pra lá de duvidoso?

Deveriam demolir os outros dois e pegar esses 130MIL REAIS e comprar esparadrapo para os Hospitais.
 
Luiz Pontes em 30/01/2014 17:07:01
Isso ai é uma vergonha para a nossa capital, quando os turistas fazem o passeio do ônibus City Tour este local é uma parada, e ai o Guia de turismo não sabe aonde enfiar a cara de tal vergonha, estamos em uma administração politica precária, orgulhosa e egoísta, eu um povo que a maioria esta acomodado só lembra dos seus direitos quando é roubado, passado pra trás ou quando fica doente.
 
Diego Noleto em 30/01/2014 16:47:41
Realmente, só no Brasil que se destina 130 mil reais para construção de um monumento inútil, outros bilhões de reais para construção de estádios enquanto a população morre sem atendimento nas portas de hospitais, é, realmente só no Brasil!
 
Antonio João em 30/01/2014 16:32:17
sem falar na água parada que está sendo de criadouro pro mosquito da dengue....
 
luiz rodrigues em 30/01/2014 16:24:26
Que horror! Nessas horas sinto vergonha de ser brasileira.
 
Luciana Almeida em 30/01/2014 16:15:57
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