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Capital

Reabertura de dois hospitais poderia garantir mais de 120 leitos na Capital

Sirio Libanês e Hospital da Criança estão fechados hoje, mas CRM adverte que esse tipo de solução demora

Por Guilherme Correia e Ana Oshiro | 26/03/2021 13:56
Hospital da Criança na Euclides da Cunha está fechado há anos. (Foto: Paulo Francis)
Hospital da Criança na Euclides da Cunha está fechado há anos. (Foto: Paulo Francis)

Adequação de unidades e reabertura de 2 hospitais fechados em Campo Grande poderia garantir mais 110 leitos de enfermaria e 10 vagas de terapia intensiva na Cidade.

A sugestão feita pelo Coren (Conselho Regional de Enfermagem) é reabrir o antigo Hospital Sírio LIbanês, na Afonso Pena, e o Hospital da Criança, na Euclides da Cunha, além da instalação de UTI's (Unidades de Terapia Intensiva) no Hospital Infantil São Lucas, na Afonso Pena. Os responsáveis por esse locais consideram a alternativa viável, mas não a curto prazo.

Antigo Sírio Libanês - Segundo o diretor do hospital El Kadri, que responde pelo antigo Sírio Libanês, Mafuci Kadri, a possibilidade de reativação é viável, considerando "momento muito complicado", onde é necessária "solidariedade". Segundo ele, há pelo menos 10 leitos intensivos e 100 clínicos que podem ser adaptados para atender apenas vítimas do coronavírus, mas seria necessário auxílio governamental e tempo, porque a unidade não funciona desde 2016.

"Levaríamos cerca de uma semana para limpar e organizar tudo, mas podemos reabrir com certeza, só que preciso que o governo ou município entrem com a parte financeira, senão não tenho condições. Em relação ao oxigênio, teriam que ser cilindros [...] sobre os funcionários, teríamos que contratar todos, mas tudo é possível mediante conversa", ressalta Kadri.

Hospital El Kadri na Afonso Pena, antigo Sírio LIbanês. (Foto: Paulo Francis)
Hospital El Kadri na Afonso Pena, antigo Sírio LIbanês. (Foto: Paulo Francis)

São Lucas - Ao Campo Grande News, o diretor-clínico do Hospital Infantil São Lucas, Atalla Mnayarji, informa que há cerca de 14 leitos livres para internação, mas ainda são necessários levantamentos para destinar unidades exclusivamente para tratar casos de covid-19, mas até agora não há solicitação oficial. "Quando chegar o pedido oficial de habilitação, vamos estudar 100% do que podemos fazer, temos interesse em ajudar sim", diz.

Ele garante a vontade de "ajudar", mas diz que tem poucos leitos. "Exclusivo para covid, temos que fazer um levantamento pra saber se teríamos como deixar um andar exclusivo, se temos estrutura pra isso ou não", ressalta.

O diretor menciona que a instituição possui rede de oxigênio, mas que nunca tiveram leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). "Então teria que montar, e se for para leitos adultos, temos que adaptar, porque nosso atendimento é pediátrico", completa.

Hospital da Criança - O diretor da instituição, Abdul Karin, explica que o hospital está fechado desde março de 2020 e que funcionários foram dispensados, e, portanto, ainda não há qualquer tipo de previsão sobre reabertura de leitos.

Apesar disso, ele garante que esse processo tem sido estudado pelas equipes técnicas, mas que seriam necessárias contratação de funcionários e aquisição de equipamentos. "A gente estuda e não há nenhum problema em reabrir, nenhuma objeção. Mas a situação dos hospital é essa para usar os leitos", finaliza.

Conselho de Medicina - Em nota, o CRM/MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul) reforça que a solução não vem a curto prazo. "O hospital da Criança está fechado há vários meses, e o Sírio Libanês há vários anos, precisa ser verificada a infraestrutura desses locais, confirmar a situação de leitos, das tubulações de oxigênios, entre outras situações. Além da estrutura física, há necessidade de garantir que haja profissionais para atender a demanda", lembra o presidente da entidade, Maurício Jafar.


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