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Capital

Santa Casa alerta para superlotação de maternidade e pede vistoria do CRM

Hospital quer que conselho avalie a possibilidade de uma interdição da ala neonatal até a regularização

Por Adriel Mattos | 14/01/2022 14:17
Unidade improvisou leitos para dar conta da demanda. (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)
Unidade improvisou leitos para dar conta da demanda. (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)

A Santa Casa de Campo Grande emitiu comunicado nesta sexta-feira (14), alertando que a maternidade está superlotada. Conforme a publicação, a situação se arrasta há meses e provocou atendimento inadequado a pacientes puérperas e recém-nascidos.

Isso também causou a internação de pacientes em leitos improvisados. Portanto, a direção da unidade pediu ao CRM (Conselho Regional de Medicina) uma vistoria para “avaliação de uma possível interdição ética do setor até que o caso seja regularizado e que os atendimentos aconteçam de forma adequada e que garantam o exercício da boa prática da medicina”.

“Ressaltamos que a Santa Casa de Campo Grande está, há mais de um ano, encaminhando e notificando as autoridades em saúde pública do Estado e Município, inclusive com acompanhamento do Ministério Público do Estado, sobre a necessidade de abertura de leitos neonatais em Mato Grosso do Sul. A situação não é uma exclusividade neste hospital, o cenário se repete em outras instituições, mas internamente chegamos a um ponto que, com certeza, está prejudicando a assistência devido à escassez de vagas de UTI Neonatal”, diz o comunicado.

Em nota, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) informou que Campo Grande tem gestão plena de saúde e a responsabilidade pela ampliação de leitos e da regulação é da prefeitura, que contratou a Santa Casa.

Já a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) esclareceu que tem atuado para garantir assistência adequada. “Vale ressaltar que, no final de dezembro, foram ativados quatro leitos de UTI Neonatal na maternidade Cândido Mariano e há previsão de abertura de mais 11 no mesmo local ainda neste ano, a fim de assegurar a assistência necessária à população”, diz a nota.

Dados – A Santa Casa tem 33 leitos ativos no alojamento conjunto (enfermaria) e está com 100% de ocupação, com pacientes em tratamento ginecológico, gestantes, puérperas (mãe com bebês recém-nascidos) e isolamento respiratório (Influenza).

Quatro pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) estão internadas na área privativa e outros três em leitos adaptados no Centro Obstétrico ou em cadeiras. Já no Centro Obstétrico, três de cinco salas estão interditadas com cinco bebês recém-nascidos aguardando vaga na UTI Neonatal.

Duas pacientes devem passar por cesarianas com risco considerável e sete pacientes ocupam outras salas do Centro Obstétrico. A Santa Casa dispõe atualmente de oito leitos de UTI Neonatal, onze leitos de unidade intermediária neonatal e quatro leitos de unidade neonatal canguru (duas vagas), que estão 100% ocupados.

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