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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

04/04/2011 17:11

Santa Casa reativa 6 leitos de CTI e admite estar longe de atender demanda

Fabiano Arruda e Paula Maciulevicius

Outros dois leitos serão reativados nos próximos dias, segundo o diretor técnico do hospital

Diretor reativa leitos na Santa Casa, mas reclama de sobrecarga. (Foto: João Garrigó)Diretor reativa leitos na Santa Casa, mas reclama de sobrecarga. (Foto: João Garrigó)

Foram reativados seis leitos de CTI (Centro de Terapia Intensiva) na unidade 2 da Santa Casa de Campo Grande nesta segunda-feira, conforme anunciado pelo prefeito Nelson Trad Filho (PMDB), na quinta-feira.

No entanto, o “reforço” ainda deixa o maior hospital público de Mato Grosso do Sul longe de atender a demanda. Só em março, foram mais de 20 mil atendimentos.

Segundo o diretor técnico da Santa Casa, Geraldo Faria, serão reativados mais dois leitos na unidade 3 nos próximos dias e, dentro de quatro meses, outros 12. Mesmo assim, ele reclamou da sobrecarga no hospital.

“Esperamos que o Hospital Regional termine a reforma de 40 leitos para desafogar a Santa Casa”, afirmou, explicando que a reativação dos leitos ocorreu com materiais que já existiam no hospital e que não foram feitas novas compras.

Ele também garantiu que a reativação ocorreu por conta da necessidade da Santa Casa e não por “polêmicas”.

Minutos após a ativação dos seis leitos, pacientes já estavam sendo encaminhados para as unidades.

Faria constatou que a falta de leitos “é um tremendo problema” na Santa Casa. Conforme ele, a unidade 1 está sendo ocupada por pacientes de cirurgias cardíacas, enquanto a unidade 3 não têm leitos funcionando hoje.

Ao todo, são 18 leitos em funcionamento na Santa Casa. O diretor também reclamou a mudança do perfil de atendimentos, com os traumas como maioria da demanda.

“Quanto mais tempo de demora (para o encaminhamento à CTI), mais grave o problema fica. A Santa Casa quer que esses pacientes (traumas) saiam o mais rápido possível, com menos sequelas, o que gera menor custo no tratamento”, explicou.

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A ativação dos leitos de CTI da Santa Casa, soluciona momentanheamente uma das deficiência deste Hospital, mas nâo é solução para a saude no estado e em Campo Grande. Qualquer empreendimento hopitalar para atender satisfatóriamente as nessecidades na saude: deve ter autonomia administrativa e reserva financeira para um investimento na renovação dos equipamentos,e aperfeiçoamento técnico continuamente, para acompanhar a demanda requerida na saude regional.
Analizando os três hopitais de Campo Grande; Hu, Regional e Santa Casa, não vejo esta autonomia na gerencia financeira, pois todas dependem de repasse financeiro da area publica. Dinheiro carimbado. A propósito a proposta surgida de transformar a Santa Casa em Fundação desde que uma Fundação Publica Privada, traria um pouco desta autonomia, pela nova condição juridica.
 
Luís Eloy A. Costa em 04/04/2011 09:11:13
O diretor não está lá para reclamar, está lá para resolver, ninguém o obrigou a ser diretor e PARABÉNS ao prefeito pelo pulso e a vontade de realizar.
 
Mario Jr em 04/04/2011 08:47:54
O prefeito prometeu e cumpriu. Agora é todo mundo se entender pra decidir o melhor pela Santa Casa e principalmente pelos pacientes. Vai que é tua Nelsinho!
 
Vanessa Vidal em 04/04/2011 05:34:03
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