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Capital

Saúde recomenda volta da máscara e abre leitos para conter surto de gripe

Ação de emergência começou com surto de vírus e Santa Casa vai disponibilizar dez leitos

Por Kamila Alcântara | 29/04/2024 16:13
Secretária municipal de Saúde, Rosana Leite, mostra o aumento de casos de SRAG nas últimas semanas (Foto: Paulo Francis)
Secretária municipal de Saúde, Rosana Leite, mostra o aumento de casos de SRAG nas últimas semanas (Foto: Paulo Francis)

Campo Grande chegou aos 987 casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), teve o registro de uma morte por H1N1 e está com todas as unidades de saúde lotadas. Para tentar frear o avanço das contaminações por doenças respiratórias, nesta segunda-feira (29), a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) reuniu toda a equipe técnica para montar o COE (Centro de Operações de Emergência).

A secretária municipal de Saúde, Rosana Leite, reconhece a superlotação das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e CRSs (Centros Regionais de Saúde) e garante que agora haverá um trabalho de gestão para o melhor aproveitamento de pessoal, além de solicitar abertura de leitos nos hospitais credenciados para atender a rede pública.

"Vamos otimizar alguns processos de atendimento para a gente conseguir atender o maior número possível da população. Estamos em tratativa com abertura de leitos, a Santa Casa está resolvendo apenas alguns problemas de recursos humanos, mas já tem a possibilidade de abrir mais leitos pediátricos. Também estamos em tratativas para abertura de leitos neonatais", destaca.

A Santa Casa foi a primeira unidade hospitalar a se manifestar, com a oferta de dez leitos. Até que a situação estabilize, a secretaria recomenda o uso de máscaras e reforço na higiene, como aprendemos na pandemia de covid, mas, principalmente, preservar os bebês e idosos de locais com aglomeração.

Equipe do COE (Centro de Operações de Emergência) para crise de Síndrome Respiratória na Capital (Foto: Paulo Francis)
Equipe do COE (Centro de Operações de Emergência) para crise de Síndrome Respiratória na Capital (Foto: Paulo Francis)

"Nesse aumento desses casos respiratórios, são importante as medidas não farmacológicas: uso de máscara, lavagem de mãos e evitar sair com esses bebês tão pequenos. Nós temos que prevenção para bebês prematuros até 28 semanas, bebês que são cardiopatas, que não tem um tratamento específico. E como o bebê é muito pequenininho, ele causa o que a gente chama de bronquiolite, e essa bronquiolite, ela pode evoluir por uma pneumonia", alerta Rosana.

Dos 987 casos de SRAG em Campo Grande, segundo o painel de monitoramento da Sesau, mais de 300 são em crianças menores de 1 ano. São exatamente esses casos que lotam as UPAs Leblon, Coronel Antonino e Universitário. Em uma semana, foi registrado o aumento de 50% dos casos de viroses em adultos e 30% a mais de casos em crianças.

Pessoas na 14 com máscaras em 2020, logo após a chegada da covid-19. (Foto: Arquivo)
Pessoas na 14 com máscaras em 2020, logo após a chegada da covid-19. (Foto: Arquivo)

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