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Campo Grande, Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2018

24/10/2015 11:58

Seis disputam entidade com orçamento de R$ 11,4 mi e referência política

Ricardo Campos Jr.
Candidatos que disputam a presidência da OAB-MS: Afeife Hajj, Mansour Karmouche, Jully Heyder da Cunha (em cima), Luiz Renato Adler, Lazaro José Gomes e Júlio César Rodrigues (embaixo). (Foto: reprodução)Candidatos que disputam a presidência da OAB-MS: Afeife Hajj, Mansour Karmouche, Jully Heyder da Cunha (em cima), Luiz Renato Adler, Lazaro José Gomes e Júlio César Rodrigues (embaixo). (Foto: reprodução)

Mais do que apenas uma entidade de classe, a OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul) tem uma atuação ativa perante a sociedade. A instituição movimenta em média R$ 11,4 milhões em receitas, segundo balanço de 2014 publicado no Portal da Transparência. Nesse ano, a entidade teve R$ 7.793.835,25 em despesas, das quais R$ 4.397.014,05 foram destinadas ao pagamento dos 177 funcionários e R$ 3.203.234,82 foram repassadas a outras instituições, como a Ordem Nacional.

Disputam o cargo Afeife Hajj (primeiro advogado do interior a concorrer à presidência), o atual vice-presidente Mansour Karmouche, o ex-secretário Jully Heyder da Cunha, o vice-diretor da ESA (Escola Superior de Advocacia) Luiz Renato Adler), o atual secretário-geral Lázaro José Gomes Júnior e o atual presidente Júlio César Rodrigues.

Ao longo da história, a entidade esteve à frente da população mobilizando os cidadãos na garantia de direitos e guiando campanhas que várias vezes culminaram em projetos de lei aprovados no estado.

“A instituição é uma das poucas que tem legitimação ativa para propor Ações Diretas de Inconstitucionalidade e isso é graças à visibilidade que a OAB tem como órgão sério, comprometido com a lisura e com o avanço da democracia”, diz o ex-presidente da ordem Carmelino Rezende.

Ele cita como uma das principais conquistas da entidade uma lei contra o nepotismo nos órgãos públicos de MS aprovada pela Assembleia após uma campanha junto à sociedade.

“Na época, o Tribunal de Justiça tinham mais de 70 funcionários fantasmas que eram parentes de desembargadores. Tinha mulher, filho e sobrinho. A ordem fez uma mobilização, fomos às ruas, marchamos e propusemos uma emenda à constituição que acabou sendo aprovada. Demorou mais de três anos. Fomos o segundo estado a proibir o nepotismo”, lembra o ex-gestor.

Rezende afirma que o futuro gestor deve ter a importância da ordem em mente para realizar um bom trabalho.

“O sujeito precisa de independência, estatura moral e a consciência que está desempenhando papel cidadão. E para o conjunto da sociedade. Você tem o poder de mobilização e a visibilidade da OAB”, explica.

Para o atual presidente, Júlio César Rodrigues, lembra de uma pesquisa da Datafolha que apontou a Ordem dos Advogados como a segunda instituição brasileira mais importante na opinião dos entrevistados. Isso, segundo ele, reflete a responsabilidade da instituição.

“Por acreditar na ordem e por ser a ordem dos advogados o interlocutor da sociedade brasileira, nós temos uma responsabilidade fundamental: lutar sempre pela valorização e garantia da democracia e da cidadania brasileira”, diz.

O gestor afirma que a entidade não pode esquecer dos profissionais, uma vez que os representa, mas “o principal é estar à frente da sociedade brasileira”, pontua.

 



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