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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

07/12/2011 00:20

Sem ter para onde ir, mulher transforma ponto de ônibus em moradia

Viviane Oliveira

Segundo ela, veio para Campo Grande em fevereiro do ano passado para trabalhar em um buffet que acabou fechando as portas

Fátima mora há três semanas no ponto de ônibus, ao lado do posto de saúde do bairro Guanandi. (Foto: João Garrígó).Fátima mora há três semanas no ponto de ônibus, ao lado do posto de saúde do bairro Guanandi. (Foto: João Garrígó).

“Eu preciso de um trabalho e um lugar para morar.” A frase resume o que mudaria a vida de Fátima Aparecida Rosa, que há três semanas está vivendo em um ponto de ônibus, na avenida Manoel da Costa Lima, ao lado do posto de saúde no bairro Guanandi, em Campo Grande.

Fátima diz ser chefe de cozinha. Segundo ela, nasceu no Rio de Janeiro e veio para Campo Grande em fevereiro do ano passado para trabalhar em um buffet. Fátima conta que morava na casa dos patrões em um condomínio afastado da cidade e que não se recorda do nome do bairro.

Ela tem problema de circulação e por conta disso está com as duas pernas inchadas. Desde quando chegou à cidade já foi internada quatro vezes por conta da doença, contou.

No último mes, quando saiu do hospital, descobriu que a empresa em que trabalhava havia fechado. Ela relata que os patrões disseram que estavam passando por momentos difíceis e que um pastor conhecido da família iria buscar Fátima para trabalhar na casa dele.

Sem ter para onde ir, passou a morar no ponto de ônibus. “Liguei uma vez para o pastor, ele disse que viria me buscar. Na segunda vez que eu liguei o celular já estava desligado e agora não consigo falar mais, afirma.

Já houve tentativas de encaminha-lá para o Cetremi (Centro de Triagem e Encaminhamento do Migrante), mas ela afirma que não quer morar em um abrigo público "para ser humilhada".

A mulher conta que já passou dois dias sem comer e que vive de doações de quem passa pelo local. “Tomo banho na casa de uma senhora que passou por aqui e conheceu a minha história”.

Fátima disse que nesse tempo que está morando na rua já foi maltratada várias vezes por parte de autoridades, descaso de assistentes sociais e de hospitais por onde já passou para fazer tratamento.

Com toda dificuldade que está vivendo ela afirma que não quer ir para Belo Horizonte (MG), onde a família mora. “Quero conseguir um emprego e viver aqui”, finaliza.

No ponto de ônibus, Fátima aproveita a cobertura para escapar do sol e da chuva. Ela dorme nos dois bancos e usa as duas malas como travesseiro.

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Ao tomar conhecimento da existencia desta senhora pelo site g1.com.br na data de ontem, buscamos pessoas que pudessem ajuda-la. No entanto temos informações de que algumas pessoas já tentaram contato e ofereceram ajuda e ela se negou a receber. Segundo informações, alguns religiosos foram até o local e inclusive um deputado do estado se prontificou ajudar e enviou seus assistentes e deu em nada.
 
Carlos Henrique Schroeder em 07/12/2011 12:46:34
se essa senhora trabalhou , deve ter documentos, e se está com a saude tão complicada, um serviço social pode ajuda-la a aposentar-se, conseguindo um quarto p morar ,ja pode sobreviver sem precisar ficar na rua,será q éla tem documentos? de onde veio realmente?hoje esta tão complicado alguem se comprometer em recolher outra pessôa.
 
Teresa Moura em 07/12/2011 11:45:44
Q absurdo. Assistentes sociais, qual é o papel de vcs na sociedade??? Movimentem-se.
 
Edilena da Rocha em 07/12/2011 11:43:40
LAMENTAVEL!
Mas esta senhora e complicada.Aqui no Rio ela tem problemas.Gosta de uma cofunzão e depois se passa como vitima.Merece ajuda? Claro..mas e vitima dela mesma.Alem do alcool que gosta de misturar com refrigerante.
 
jorge antonio em 07/12/2011 11:01:49
lamentavel ver uma situação dessa..... cade as autoridades e vereadores onde estão todos?? simplesmente virão as costa pra uma senhora que só quer ajuda... muitos tem muito e nem ajuda.... que Pastor é esse??
 
ANDERSON DUARTE em 07/12/2011 11:00:21
E que patrões!! o mínimo que teriam que fazer é encaminhar essa senhora ,para um novo emprego ,uma casa . E não jogar a responsabilidade em cima de outros; como esse tal pastor [que se diz religioso].Talvez usaram da desculpa financeira, para não tratar da saúde dessa senhora[ como ela disse :que já havia sido enternada outras vezes].
 
tatiana camargo da silva em 07/12/2011 10:53:28
A situação não é bem assim não. Essa Fátima já foi acolhida em minha casa com essa mesma história há mais de 6 meses. Minha mãe ficou fragilizada com a situação dela que estava na igreja esperando pelo Pastor, mas ela não quis mais ficar em minha casa por que queria saber do tal Pastor. Ela é muito inteligente, conversa super bem, tem entendimento. Acho que tem algo que ela não revela.
 
MARIA LETICIA em 07/12/2011 10:37:48
ela precisa de um tratamento está até com inchaço nos pés por não ter uma cama para descansar o corpo,ouvi ela dizer que é cozinheira,quem sabe alguém não está disposto a contrata-la e ajudar com um cantinho,lembrando sempre que dignidade em primeiro lugar,pessoas dignas não gostam de esmola mas de serem ajudadas.
 
antonio costa em 07/12/2011 10:12:54
Não é possível que não vai aparecer um filho de DEUS para socorrer essa Senhora. Por onde anda as autoridades competente para resolver essa situação. E o tal pastor?....que pastor hein....Deus ta vendo tudo tá.
 
Rosangela Carvalho em 07/12/2011 09:36:00
é uma tristeza ver uma senhora nessa situação..a responsabilidade é de quem a trouxe,onde ja se viu virarem as costas p ela,e as assistentes socias entao...é lamentavel,sempre q se precisa de alguem a situação muda,os amigos viram as costas.,fico triste em nao poder ajuda la pq tb nao tenho casa propria,mas tenho certeza q alguem vai interver por ela..
 
Priscilla Benitez em 07/12/2011 09:22:51
Nossa é triste imaginar que existe pessoas que sofrem, fiquei muito comovido com a história da nossa amiga, mas agora eu diria aonde esta as repartições publicas da cidade que podem sim conceder a este mulher um lugar para morar e cesta basica para ela ninguém merece, com estas festivais todas principalmete o Natal onde devemos nos unir e ajudar mais ainda os outros.
 
Marcos Roberto em 07/12/2011 09:21:27
Esta senhora não pode continuar morando na rua, o Serv.Social deveria procurar pelos familiares dela, e entrega-la, onde já se viu uma coisa destas.
Nem que ela fosse mais nova e tivesse saúde isto poderia acontecer, ainda mais que se trata de uma senhora doente.
Dificilmente alguem irá dar serviço a ela, pelo fato dos problemas de saúde.
As autoridades precisam com urgencia resolver este problema
 
Maria Helena em 07/12/2011 09:13:00
Ela não é tão vítima assim! Ela já ficou hospedada no hotel que trabalho e quando pedimos para se retirar por falta de pagamento fez um escândalo e gritava dizendo que estavamos a discriminando, disse que a chamamos de nega criola, ela mesma se discrimina. É complicado de ajudá-la, sendo que ela não tem humildade para ser ajudada!
 
Larissa Cardoso em 07/12/2011 07:01:15
Essa senhora não é um pessoa tão coitada assim nao, ela não aceita ajuda, pastores ja hospedaram ela em hotéis, e no outro dia la estava ela novamente na via pública, ela agride e trata com ignorância quem chega perto dela, ja fez isso com guardas, policiais, enfermeiros, pacientes, enfim... ja ate passou nome falso pra PM nao indentifica-la.
 
Luciano Martins em 07/12/2011 04:31:22
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