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Campo Grande, Domingo, 10 de Dezembro de 2017

16/02/2012 14:09

Sesau garante que está preparada caso iniciei surto de dengue tipo 4

Paula Vitorino

Secretário afirmou que não existe motivo para pânico e que nenhum paciente com o tipo 4 foi diagnosticado na Capital

A saúde pública de Campo Grande está preparada em caso de novo surto de dengue, mas dessa vez do tipo 4. A afirmação foi feita hoje pelo secretário de saúde, Leandro Mazina, alegando que “já passamos por epidemias anteriores e conseguimos enfrentar”.

Ele se refere ao surto de dengue que a Capital enfrentou no início de 2010. “Demos conta da outra vez, porque não daríamos agora?”, justifica. Na época, cerca de 41 mil casos foram notificados e pelo menos 22 pessoas morreram só em Campo Grande.

O secretário garante que ainda não existe casos de dengue tipo 4 na Capital e por isso não existe previsão de surto por enquanto, mas que a secretaria trabalha em situação de alerta.

“Os números de dengue nesse ano estão relativamente baixos, mas existe a preocupação da entrada do tipo 4”, diz.

Apesar da ponderação da secretaria municipal, a titular da SES (Secretaria Estadual de Saúde), Beatriz Dobashiquatro, afirmou na semana passada que o tipo 4 está próximo e que “se entrar aqui e nós tivermos com o índice alto de infestação do Aedes aegypti vai ter uma epidemia muito grande e os serviços de saúde não vão dar conta”.

O tipo quatro da doença foi registrado em todos os estados que fazem divisa com Mato Grosso do Sul (Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná), além da Bolívia, país vizinho. Por isso, Beatriz destacou que Mato Grosso do Sul está ‘cercado’.

Contágio - Mazina explica que o tipo 4 não mais forte ou perigoso que os outros tipos de dengue, mas que o risco de surto é maior por se tratar de um vírus novo, ou seja, a população não tem o organismo imune.

“Os risco de transmissão é maior, já que ninguém pegou esse tipo ainda e o sistema não está imune, o que já não acontece mais com os tipos 1 e 2, por exemplo”, frisa.

O alerta também é devido a dengue ser tratada como uma doença que acontece em ciclos, que apresenta picos de surto e de diminuição nos casos. “O último surto aconteceu em 2010, depois os casos foram diminuindo, mas existe a possibilidade da doença voltar de forma intensa novamente com o novo tipo”, diz.

Sobre as ações de prevenção, o secretário lembra que desde o surto enfrentado pela Capital foram desenvolvidas ações permanentes de prevenção e combate a dengue.

“Temos reuniões constantes do comitê de combate a dengue e a parceria com o Exército nas ações de eliminação do mosquito, por exemplo. São ações que antes não tínhamos, mas que iniciamos após o surto e mantivemos”, frisa.



- Definitivamente, essa não é uma questão dos médicos estarem ou não atentos , mas sim da população se engajar no objetivo principal que é a eliminação dos criadouros de mosquitos, essa sim, a medida profilática mais profícua que existe; é simples, é barata e resolutiva. CONTROLE MECÂNICO JÁ. Vamos eliminar todos os depósitos que contenham ou possam conter água diminuindo a proliferação de focos.
 
Zuza Ratier em 14/03/2012 09:03:59
Tomara que médicos de plantões em postos de Saúde estejam atentos e não descuidem qdo vier até ele um paciente com sintomas e simplesmente é liberado como se fosse uma viróse qualquer,sem ao menos pedir retorno ou exame para confirmar.todos tem que ter cuidado, não só a SESAU.
 
Lucas da Silva em 16/02/2012 05:18:40
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