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Campo Grande, Sábado, 21 de Setembro de 2019

16/08/2019 15:36

Sesau vacina 90 pessoas após médico com sarampo passar pela Capital

Pessoas que tiveram contato com o paciente, infectato em São Paulo, estão sendo imunizadas

Marta Ferreira e Fernanda Palheta
Secretário diz que todas as medidas estão sendo adotadas. (Foto: Fernanda Palheta)Secretário diz que todas as medidas estão sendo adotadas. (Foto: Fernanda Palheta)

Um grupo de 90 pessoas foi vacinado contra sarampo em Campo Grande nos últimos dias, depois da descoberta de que um médico que passou uma semana na cidade está com a doença. Apesar de o contágio ter ocorrido em São Paulo, estado de origem do paciente, onde está sendo registrado surto da doença, as autoridades decidiram imunizar quem teve contato com ele para evitar casos por aqui.

Segundo a informação da Sesau, o médico, que não foi identificado nem teve idade revelada, veio a Campo Grande visitar a família entre os dias 05 e 11 de agosto. Quando retornou ao seu município de origem, também não revelado, começou a apresentar os sintomas. O exame confirmou o contágio pelo vírus da enfermidade.

O caso foi notificado e está sendo acompanhado pelas autoridades de saúde em São Paulo. Embora não vá constar das estatísticas de Mato Grosso do Sul, a imunização é o protocolo de praxe entre quem esteve perto do paciente. Isso foi feito com moradores do prédio onde a família dele vive, no Aeroporto Internacional e no Hospital Unimed, onde o médico foi visitar uma pessoa. Nestes casos, também é prevista a vacinação de quem viaja no mesmo voo da pessoa infectada, mas não há connfirmação neste sentido. 

A Unimed foi consultada e informou que a ação de bloqueio vacinal está a cargo da Sesau, "assim como a estratégia que envolverá a cobertura de outros estabelecimentos". A cooperativa assinalou que o quadro em questão não é de seu corpo clínico. 

 “O bloqueio vacinal e a atualização da carteira de vacinação é a medida de controle que a Vigilância em Saúde faz para evitar que as pessoas com quem ele teve contato desenvolvam a doença”, informou a Sesau. A Secretaria classifica a ação como medida de precaução.

“Sob controle” - "Estão sendo tomada todas as medidas de bloqueio que estão em nossas mãos”, declarou a respeito o secretário de Saúde do Município, José Mauro. “São doenças epidemiológicas, são doenças que você tem que ter essas precauções de bloqueio, saber quem está convivendo, e como está a vacinação na região onde foi registrado”

“É preocupante porque trata se de uma doença que pode ter uma disseminação maior, maior utilização dos meios de saúde pública e, portanto, mais custo para saúde pública”, observou.
Volta da doença – Este ano, o Brasil já regista mais de 1,3 mil casos de sarampo, 95% deles concentrados em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná.

Recomendação é de alerta para imunização contra o vírus do sarampo. (Foto: Arquivo)Recomendação é de alerta para imunização contra o vírus do sarampo. (Foto: Arquivo)

Em Campo Grande, o último caso registrado de sarampo foi em 2011. Era uma turista francesa, infectada fora do País. A cobertura vacinal na cidade, hoje, é de 98% contra a enfermidade, acima da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.

A dose da tríplice viral, protetora contra o vírus do sarampo em crianças de até um ano, está disponível em qualquer uma das 69 unidades de saúde básica da cidade. Quem nunca tomou nenhuma das doses também pode comparecer à unidade de saúde com a caderneta de Vacinação, o cartão do SUS ou o prontuário da Rede Municipal de Saúde para receber a imunização.

Crianças – A orientação recente do Ministério da Saúde é para que bebês com idades entre seis meses e um ano tomem dose de reforço da vacina, caso a família pretenda viajar para os estados considerados de risco de contágio.

O alerta também é para que os pais e mães se atentem da existência de prazo para a imunização fazer efeito. A criança deve ser levada para receber a dose da vacina tríplice viral 15 dias antes de deixar o Estado.

Altamente contagioso, o sarampo é causado  por um vírus do gênero Morbillivirus, da família Paramyxoviridae. A transmissão pode ocorrer pelo ar, por meio da fala, tosse e/ou espirro. O quadro de infecção pode ser grave, com complicações principalmente em crianças desnutridas ou com sistema imunológico debilitado.

A única forma de evitar a doença é a imunização. A vacina tríplice viral protege contra o sarampo, caxumba e rubéola em crianças com 1 ano de idade. A tetra viral deve ser dada aos 15 meses,  contra o sarampo, caxumba, rubéola e varicela.

(Matéria editada às 17h09 para acréscimo de informação)

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