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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

24/04/2015 14:52

Silenciosa, hipertensão atinge 21,5% da população acima de 18 anos

Flávia Lima
Atividades físicas são uma das armas para combater e prevenir a hipertensão. (Foto:Fernando Antunes)Atividades físicas são uma das armas para combater e prevenir a hipertensão. (Foto:Fernando Antunes)

A hipertensão é o fator de risco mais importante para o desenvolvimento das doenças cardíacas e vasculares no Brasil e no mundo. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), entre 25% a 30% dos adultos apresentam elevação da pressão arterial e estima-se que menos de 10% busca tratamento para a doença. No Brasil, onde há mais de 30 milhões de hipertensos, a primeira causa de morte é o acidente vascular cerebral, seguida do infarto do miocárdio, doenças causadas pela pressão arterial elevada.

Em Campo Grande, segundo dados do Vigitel 2013 (Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico), 21,5% da população acima de 18 anos apresenta hipertensão. As mulheres são as mais propensas e somam 23,7% enquanto que os homens totalizam 19,2%.

Para ajudar a mudar o cenário do avanço da doença, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) mantém um programa rotineiro de atendimento nas unidades básicas de saúde, que visa o acompanhamento e orientação sobre a hipertensão arterial, com atenção especial aos idosos, que são mais propícios à doença. Mensalmente cada unidade realiza palestra educativa com atendimento a todos os hipertensos e diabéticos, conhecida como Dia da Hiperdia. O objetivo é alertar os pacientes para esses cuidados e ainda checar a pressão arterial. Na Capital, recebem atendimento pela secretaria de saúde, 82.379 hipertensos cadastrados.

“A hipertensão arterial é um mal silencioso. A ausência de sintomas faz, muitas vezes, grande parte da população desconhecer que tem a doença, sendo o diagnóstico feito somente quando aparecem as complicações”, explica a gerente técnica do Programa de Atendimento ao Hipertenso e Diabético da Sesau, Gabriela Dorn.

A doença não tem cura, porém pode ser controlada com medicamentos e a adoção de um estilo de vida saudável. Essa, aliás, é a proposta de um programa de medicina preventiva organizado por uma rede de convênio médico particular, que mantém um estande permanente no Belmar Fidlago, com o objetivo de orientar a população que busca o local para a prática de exercícios.

Segundo a coordenadora do serviço, enfermeira Paula Faustino Costa, 62% das pessoas que frequentam o grupo são hipertensas. Ela explica que outros fatores como tabagismo, colesterol elevado, diabetes e principalmente a obesidade contribuem para o desenvolvimento da pressão arterial elevada.

Em contrapartida, ela destaca que a população tem procurado adotar um estilo de vida mais saudável, realizando atividades físicas e controlando a alimentação. “Com essas práticas é possível reduzir os casos, com exceção daqueles causados pela genética. Mesmo esses podem ser controlados com uma vida mais saudável”, diz.

Foi assim que a analista de relações empresariais Marluce Antonio da Silva conseguiu controlar a doença e, de quebra, recuperar a auto-estima, já que a partir da prática de exercícios físicos, conseguiu perder os quilinhos a mais. Participando há dois anos do programa de medicina preventiva, ela conta que sempre soube que era hipertensa, mas não se preocupava em buscar auxílio.

“Depois que comecei a frequentar senti uma diferença enorme no meu corpo. Agora não dá para abandonar mais porque o organismo pede”, afirma. No grupo, ela pratica caminhada e até corridas leves. A dinâmica varia para não ficar monótona, mas Marluce ressalta que após a adoção da “nova vida”, qualquer exercício é bem vindo. “O que importa é se mexer. Até as dores de cabeça que sentia sumiram”, disse.

Dia de Combate a Hipertensão - Para quem ainda não sentiu-se estimulado a buscar um controle da pressão arterial ou não sabe se possui a doença, diversas atividades gratuitas acontecem na Capital até este sábado com o objetivo de alertar a população sobre os perigos e causas da hipertensão.

Uma das iniciativas acontece a partir das 17 horas na praça do Belmar Fidalgo e no Parque das Nações Indígenas, onde técnicos de saúde que participam do programa de medicina preventiva de uma cooperativa de saúde irão distribuir panfletos e fazer aferição da pressão.

“A programação é educativa e pretende sensibilizar a população sobre a importância de prevenir e controlar a doença, bem como alertar sobre os riscos e como evitá-la”, comenta Paula Costa. Gratuita, a programação será realizada em quiosques próprios da cooperativa instalados nos locais, até às 20 horas.

Já amanhã, estudantes de Enfermagem e Nutrição da universidade Anhanguera-Uniderp promovem ações educativas sobre saúde na Escola Municipal Professor Hércules Maymone, localizada na Rua Celina Baís Martins, 31, Bairro Nova Lima.

Os universitários orientarão a comunidade sobre problemas como hipertensão e diabetes e farão aferição de pressão arterial e teste de glicemia. Além disso, pais e crianças serão conscientizados sobre os benefícios da alimentação saudável.

Outros atendimentos estão incluídos na ação, como atividades recreativas, esclarecimentos sobre o mercado de trabalho, apresentações culturais, oficinas educativas, orientações e jogos sobre trânsito e cadastro para vagas de estágio e cursos profissionalizantes, além de emissão de cartão do SUS e segunda via de certidões de nascimento e óbito.

Além das atividades específicas ao Dia de Combate a Hipertensão, a Sesau também realiza as avaliações médicas para detecção da doença diariamente em todas as unidades de saúde, sempre nos horários das 7 às 11 horas.

Ações gratuitas de orientação acontecem nesta sexta-feira e sábado. (Foto:Divulgação)Ações gratuitas de orientação acontecem nesta sexta-feira e sábado. (Foto:Divulgação)
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