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Capital

Sindicato pede bloqueio de contas da Clínica Carandá para pagamento de 13º

Entidade também pretende forçar a regularização das condições mínimas de funcionamento da clínica

Por Lucia Morel | 26/01/2026 18:10
Sindicato pede bloqueio de contas da Clínica Carandá para pagamento de 13º
Entrada da Clínica Carandá, na saída para São Paulo, em Campo Grande. (Foto: Alex Machado/Arquivo)

O Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem do Mato Grosso do Sul) entrou com pedido de bloqueio nas contas da Clínica Carandá, em Campo Grande. Vinte e dois funcionários da categoria estão sem receber o salário de dezembro e o 13º. A ação judicial pede, além do pagamento, o impedimento da clínica para continuar operando sem cumprir obrigações trabalhistas básicas.

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O Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem do Mato Grosso do Sul (Siems) solicitou o bloqueio das contas da Clínica Carandá, em Campo Grande, devido ao não pagamento do salário de dezembro e do 13º salário de 22 funcionários. A ação judicial também visa impedir o funcionamento da clínica enquanto as obrigações trabalhistas não forem cumpridas. O sindicato alega que os atrasos salariais são recorrentes há anos, com diversas ações já ajuizadas contra a empresa por questões trabalhistas.

Segundo o Siems, a medida também tem caráter preventivo. Ao recorrer à Justiça do Trabalho, o sindicato pretende forçar a regularização das condições mínimas de funcionamento da clínica, especialmente no que diz respeito à quantidade de profissionais por turno e ao respeito às atribuições legais da enfermagem. A avaliação é de que a precarização do trabalho impacta diretamente a segurança dos pacientes e dos próprios funcionários.

Na ação, o sindicato relata que os atrasos salariais se repetem há anos e que já foram ajuizadas diversas ações contra a empresa, sempre em cobrança de dívidas trabalhistas como salários atrasados, 13º salário, férias, rescisões, entre outros.

“Já obtivemos vitória em ação transitada em julgada e ainda seguimos com outras que estão em fase de análise da justiça, mas ano após ano a empresa continua gerando prejuízos aos direitos dos trabalhadores”, informa a advogada Olívia Brandão.

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