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Capital

Sumiço de "Cristo" revela onda de furtos de estátuas em cemitério

Pelo menos cinco peças fora levadas de tumúlos do Santo Antônio, o cemitério mais antigo da Capital

Por Geisy Garnes | 13/10/2021 16:28
A estátua furtado do túmulo de Fabrina Coelho é idêntico ao levado do família Razuk (Foto: Arquivo Pessoal)
A estátua furtado do túmulo de Fabrina Coelho é idêntico ao levado do família Razuk (Foto: Arquivo Pessoal)

O sumiço da estátua de Jesus Cristo de quase 2 metros de altura revelou uma onda de furto a imagens de bronze no Cemitério Santo Antônio, em Campo Grande. Nas ações realizadas para encontrar a peça levada da sepultura da família Coelho, fabricada em 1963, outras quatro foram encontradas por Guardas Municipais.

Segundo apurado pela reportagem, os crimes foram descobertos no sábado (10). No mesmo dia, guardas municipais encontraram duas estátuas tiradas do cemitério a poucos metros dos muros, já do lado de fora. Minutos antes, vigia do bairro chegou a ver uma caminhonete parada no local, carregando as imagens. Sua aproximação, no entanto, acabou assustando os bandidos, que até o momento não foram identificados.

Dentro do cemitério, outras peças foram retiradas das lápides e deixadas “prontas” para serem levadas. Pelo menos quatro estátuas de bronze foram recuperadas, mas a da família de Fabrina Coelho ainda está desaparecida. Só nesta manhã ela descobriu que a imagem de Jesus Cristo de braços aberto, produzida em 1963 para marcar o mausoléu construído pelo avô, não estava entra as encontradas pela Guarda.

Além do dano material, já que o sepulcro foi violado, a família também sofre com a perda afetiva. “Eu vou na delegacia, fazer o boletim de ocorrência e entrar com uma ação de indenização por dano em desfavor da prefeitura, porque não sei que o que fazer a não ser isso”, lamentou.

No sábado, foram recuperadas três estátuas de Jesus Cristo e uma de Nossa Senhora Aparecida. Mas ainda não há detalhes de quantas peças foram levadas.

Imagens recuperadas pela Guarda Municipal (Foto: Divulgação)
Imagens recuperadas pela Guarda Municipal (Foto: Divulgação)

Ao Campo Grande News, o gestor dos cemitérios municipais de Campo Grande, Marcelo Fonseca explicou que nas últimas semanas, furtos de peças de bronze e outros materiais foram registrados nos três cemitérios da cidade. Para reduzir o problema de forma “imediata”, foi requisitado o apoio da Guarda Civil Metropolitana, que já se comprometeu a reforçar a segurança nas três regiões.

A longo prazo, a administração espera por licitação para obras de aumento dos muros e instalação de câmeras de monitoramento. Apesar do aumento dos furtos de forma geral, o sumiço das estátuas chamou atenção por serem peças pesada e grandes. “Apesar do muro ser baixinho, levantar uma peça de 150/ 200 quilos não é fácil, não é uma ou duas pessoas que fazem isso”, reforçou Marcelo.

Investigação da participação de várias pessoas e do uso de carro no transporte das peças será feita pela Derf (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fruto). Até o momento, não há suspeitos do crime. O cobre das estátuas comumente é revendido para ferros-velhos de Campo Grande, onde são derretidos e comercializados.

Na maioria das vezes, conforme informações da Guarda Civil Metropolitana, os ferros-velhos são clandestinos e após a compra do material furtado, fazem o processo de destruição dos objetos para despistar a polícia, só então derretem o metal.

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