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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

06/08/2013 09:26

Superlotadas, delegacias registram até morte e podem ser interditadas

Aliny Mary Dias e Graziela Rezende
Greve de agentes penitenciários começou na última quinta-feira (Foto: Marcos Ermínio)Greve de agentes penitenciários começou na última quinta-feira (Foto: Marcos Ermínio)

A greve dos agentes penitenciários estaduais chega ao 6º dia e o não recebimento de detentos nas unidades já superlota o trabalho nas delegacias da Polícia Civil em Campo Grande. Segundo o Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), as duas Depacs (Delegacias de Pronto Atendimento Comunitário) estão com a lotação das celas quase cinco vezes maior do que a capacidade e a morte de um preso também foi registrada na noite de ontem (5).

O presidente do Sinpol, Alexandre Barbosa, explica que os policiais civis já cogitam a interdição das delegacias se nenhuma atitude for tomada por parte do Estado ou se a greve dos servidores não acabar.

“As delegacias também não possuem estrutura alguma para cuidar de preso. Sem uma política de segurança pública, um problema como esse iria ‘explodir’ a qualquer momento”, afirma Barbosa.

Nesta terça-feira (6), as duas Depacs estão com 37 detentos nas celas, 19 na Depac do Centro e outros 18 na Vila Piratininga. “Ao invés de ir para rua, os policiais precisam ficar na delegacia para cuidar de preso e isso não é a atribuição deles. O trabalho está prejudicando a população”, explica o presidente do Sinpol.

Ainda de acordo com o sindicato, o problema já começa a gerar problemas maiores. Na noite desta segunda-feira (5), um preso com tuberculose teve que ficar em uma cela com outros detentos por falta de espaço para ser isolado. A situação foi registrada na Depac do Centro.

Na mesma cela, outro detendo passou mal e precisou ser socorrido para a Santa Casa de Campo Grande. O preso deu entrada no pronto socorro, mas morreu pouco depois de ser atendido. O sindicato afirma que a Vigilância Sanitária será acionada ainda hoje para que uma inspeção seja feita nas celas.

Uma reunião entre o chefe da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), Wantuir Jacini, e representantes da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) está marcada para o fim da manhã de hoje para tratar sobre o assunto.

O Sinpol deve definir ainda hoje a data para uma assembleia geral dos policiais civis que irá definir a interdição das celas já que a decisão drástica por parte dos agentes penitenciários, por dez dias, ocorreu por conta da superlotação dos presídios, da falta de servidores e da situação degradante em que estariam os presos.



Cade os direitos humanos ? que gosta tanto de defender bandidos? Não quero dizer com isso que os presidiários tenham que ser tratados de forma desumana, mas caaaddddeeeee os dh? porque não vai prá cima do Jacini e do André?
 
nelson correa em 06/08/2013 15:59:04
CADE O MP? e seu poder de ação civil pública contra o estado? precisa de convite especial?
 
joao de deus em 06/08/2013 14:11:31
Está uma fartura neste estado de MS,
FALTA DE TUDO e em todos os setores estaduais se trabalha com a metade do minimo essencial ao funcionamento.
MS rumo a falência.
 
Rubens Ferreira em 06/08/2013 13:04:33
Em vez do governo dar prioridade no investimento de presidios, hospitais, escolas...ele prefere construir aquário. Ou seja só no estado de MS Peixe tem mais valor do que Humano. Tristeza
 
Carlos Alves em 06/08/2013 12:10:06
que tal recolher os presos na Câmara dos deputados?
 
Alex André de Souza em 06/08/2013 11:58:39
Sistema falido!!!
 
Anita Ramos em 06/08/2013 11:13:35
E segundo o nosso "querido" Governador a segurança pública do nosso estado esta uma maravilha. Falta viatura, falta policiais, falta munição, falta tudo... Uma vergonha! É nessas horas que o pessoal do glorioso MP deveria trabalhar!!!
 
Paulo Eduardo em 06/08/2013 11:10:54
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