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Capital

Suspeito de ataques no RN é transferido para Presídio Federal de MS

Detento considerado perigoso cumpria pena por homicídio, na penitenciária de Igarassu (PE)

Por Bruna Marques | 25/06/2024 11:28


Suspeito de comandar ataques no Rio Grande do Norte, no ano passado, veio transferido de Pernambuco para o Presídio Federal de Campo Grande. O detento considerado perigoso, cumpria pena por homicídio, na penitenciária de Igarassu (PE) e chegou sexta-feira (21), na Capital.

A ação de transferência contou com o apoio operacional do Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, além de Policiais Penais. O detento permanecerá no sistema penitenciário federal pelo prazo inicial de 180 dias, podendo ser prorrogado.

O homem que cumpria respondia processo de homicídio qualificado, foi alvo da “Operação Manguezais” deflagrada em fevereiro deste ano, a qual investigou uma organização criminosa envolvida em crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Durante as investigações, foi constatado que ele estava envolvido nos atentados ocorridos em 14 de março de 2023 no estado do Rio Grande do Norte. Na ocasião, houveram 300 ataques criminosos registrados ao longo de oito dias a prédios públicos, comércios e veículos. Cerca de 56 cidades tiveram pelo menos um ataque desde o início das ações criminosas, sendo 168 suspeitos presos, 42 armas de fogo, 139 artefatos explosivos, 31 galões de combustíveis, 14 motos e dois carros apreendidos. As ordens para as ações criminosas foram motivadas por exigências como aparelhos de televisão e visitas íntimas, para os presos do sistema penitenciário estadual.

A operação Manguezais ocorreu entre dias 30 de janeiro e 18 de fevereiro. Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e 29 prisões. A investigação foi iniciada no final de 2022, tendo como foco um grupo chefiado por um presidiário, que já respondia a outros processos criminais e que estava atuando com o tráfico de drogas na região de Rio Formoso, Tamandaré e outras cidades do litoral sul de Pernambuco.

Investigação aponta que a organização criminosa tinha ramificações nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, Minas Gerais e Mato Grosso. Além disso, havia uma setorização das atividades criminosas, com alas dos grupos atuando diretamente no tráfico, lavagem de dinheiro e na intimidação e guerra pelo domínio de áreas onde estabeleceram pontos de vendas de entorpecentes.

Ônibus incediado durante ataque de grupo criminoso (Foto: Site Tribuna do Norte)
Ônibus incediado durante ataque de grupo criminoso (Foto: Site Tribuna do Norte)

Outras transferências – No dia 17 de março do ano passado, nove presos do Presídio Rogério Coutinho, localizado no Complexo de Alcaçuz, foram encaminhados para cinco presídios federais localizadas em: Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Mossoró (RN), Porto Velho (RO) e Brasília (DF).

"No SPF (Sistema Penitenciário Federal), os presos ficarão isolados em celas individuais, com visitas monitoradas e apenas por parlatório e com rigorosos procedimentos de segurança", diz a Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais).

Ataques - Segundo apuração policial, os ataques a prédios públicos, comércios e veículos no Rio Grande do Norte são comandados por presos do sistema penitenciário, ligados a facções criminosas, e começaram na terça-feira, 14 de março do ano passado.

Circulam mensagens nas redes sociais atribuídas ao Sindicato do Crime - facção dominante no estado - sobre uma suposta união com o PCC (Primeiro Comando da Capital) para protestar contra as condições nas unidades prisionais. Uma das motivações seria insatisfação dos detentos com falta de regalias nos presídios, inclusive visitas íntimas, suspensas desde o massacre de Alcaçuz, em 2017.

Um policial penal que estava em um comércio, de folga, morreu ferido por tiros. Em outro ataque, um comerciante também foi ferido e não resistiu.

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