Terceiro envolvido no caso de caseiro morto em assentamento é preso
Conforme apurado pela reportagem, Acrísio Paraguassu, participou da execução e ocultação de cadáver da vítima

O terceiro envolvido na morte e na ocultação do cadáver do caseiro Antônio Pereira, de 72 anos, Acrísio Jabra Paraguassu, de 51 anos, foi preso preventivamente nesta quinta-feira (16). O crime aconteceu em 20 de junho deste ano, e o corpo da vítima só foi encontrado quatro dias depois. Acrísio também é acusado de perseguir e esfaquear um homem de 56 anos dentro de um mercado no Bairro Santa Luzia, em novembro do ano passado.
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O mandado de prisão preventiva, expedido na quarta-feira (15), foi cumprido por equipes da DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa). Ele responderá pelo crime de homicídio, conforme decisão da Justiça.
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Conforme apurado pela reportagem, o corpo de Antônio foi encontrado dentro de um saco branco, em meio a um brejo no Assentamento Conquista, com diversas lesões na cabeça. O exame necroscópico apontou fratura craniana provocada por objeto contundente.
Durante interrogatório na DHPP, o segundo suspeito de envolvimento no crime, Ari Xavier Silva Araújo, conhecido como "Veinho", relatou que, cerca de duas semanas antes do homicídio, o peão José Viana da Silva, de 50 anos, teria pedido ajuda para "dar um fim" na vítima.
José foi preso no dia 25 do mês passado e confessou aos policiais que matou o caseiro. "Cheguei lá e peguei ele de frente. Dei uma cacetada nele com um cabo de ferramenta", afirmou durante o interrogatório.
Outro crime - Em novembro do ano passado, Acrísio foi apontado como principal suspeito de perseguir e esfaquear um vizinho após uma discussão por causa de sujeira no quintal. Os dois continuaram discutindo por cerca de uma quadra, até a Avenida São Nicolau, onde a vítima entrou em um mercado na tentativa de escapar.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Acrísio corre atrás da vítima pelos corredores do estabelecimento, enquanto clientes e funcionários tentam se proteger. Uma mulher chegou a usar um pedaço de madeira para tentar impedir a agressão, mas o suspeito alcançou o homem e desferiu os golpes de faca.
Após o ataque, Acrísio fugiu em uma caminhonete Toyota Hilux. O proprietário do mercado e clientes prestaram os primeiros socorros, tentando conter o sangramento até a chegada do Corpo de Bombeiros. A vítima foi encaminhada para a Santa Casa.
Na ocasião, familiares de Acrísio alegaram que ele teria agido em legítima defesa e afirmaram que a discussão teria começado por causa de um desacordo comercial envolvendo madeiras.
(*) Matéria editada às 15h02 para acréscimo de informação.
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