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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

20/09/2011 18:27

Delegado encerra caso sobre morte de segurança; três são indiciados

Ana Paula Carvalho
Marcas do homicídio ficaram na calçada em frente ao bar. (Foto: Simão Nogueira)Marcas do homicídio ficaram na calçada em frente ao bar. (Foto: Simão Nogueira)
Janquiel e Diego foram indiciados por homicídio doloso. (Foto: Simão Nogueira)Janquiel e Diego foram indiciados por homicídio doloso. (Foto: Simão Nogueira)

Fábio Sampaio, delegado responsável pelas investigações do caso do segurança Jhon Éder Cortiana Gonçalves, de 33 anos, morto em frente ao bar Voodo na madrugada do dia 11 deste mês encerrou na tarde desta terça-feira (20) o inquérito sobre o crime. Três pessoas foram indiciadas.

Nesta manhã, Diego Ferreira de Souza, de 23 anos, e, Janquiel Marques da Silva Júnior, 22 anos, foram ouvidos pelo delegado.

No dia do crime eles disseram que Diego havia atirado contra o segurança, mesmo testemunhas relatando que o autor era Janquiel. Hoje, eles confirmaram a versão das testemunhas.

De acordo com as investigações, Brainer da Silva Lino, 20 anos, e a esposa saíram do Oiti, bairro onde moram para buscar Diego, Janquiel e outro jovem no Jardim Aero Rancho. Quando já estavam no caminho, voltaram e pegaram a arma.

Janquiel a enrolou em um casaco e quando chegaram ao bar, deixou em cima do banco do motorista. Lá eles encontraram Valdinan Martins Mangirotti, de 21 anos. Todos entraram no estabelecimento.

Em um determinado momento, Valdinan pegou uma garrafa de vodka sem pagar e iniciou um tumulto. Um dos seguranças acabou acertando a esposa de Brainer, ele então, deu uma garrafada no segurança João Antônio dos Santos Cardoso, 22 anos

Ao ser colocado para fora Valdinan saiu quebrando vários carros que estavam estacionados na rua. Ele será indiciado, segundo o delegado, pelo crime de outras fraudes e terá que assinar um TCO (Termo Circunstancial de Ocorrência) Janquiel pediu a Brainer a chave, foi até o carro, pegou o revólver calibre 38 e voltou atirando. Os disparos acertaram Jhon que morreu no local.

Ao todo, 15 pessoas foram ouvidas, entre elas, testemunhas, funcionários do bar e indiciados.

Diego e Janquiel foram indiciados por homicídio doloso, porte ilegal de arma de fogo e por alterar a numeração da arma. Já Brainer foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo, porque o delegado entendeu que ele sabia da existência do revólver, já que ele foi transportado e escondido no carro dele.

O caso - Jhon foi morto com dois tiros, um no peito e outro na nuca, por volta das 03 horas do último dia 11 em frente ao bar Voodoo, localizada na rua 13 de junho, onde trabalhava como segurança.

Colega do trabalhador, João Antônio dos Santos Cardoso, 22 anos, testemunhou o caso. Ele conta que em um determinado momento um dos rapazes presos pegou sem pedir uma garrafa de vodka do bar.

Ele tentou conversar com os clientes, mas um acertou uma garrafada em sua cabeça. O que deu início a um briga. Outros seguranças do local retiraram os jovens do bar e levaram para a rua.

Os rapazes passaram a danificar veículos que estavam estacionados na via pública. Jhon Eder saiu da casa noturna para conter os autores e acabou atingido por dois tiros.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado, mas o segurança chegou morto na unidade de saúde do bairro Coronel Antonino. Jhon Eder trabalhava no local desde que o bar inaugurou, no ano passado. A esposa dele era caixa e ajudava na limpeza do bar. Colegas da vítima não deixaram a mulher ver o marido ferido. O casal tem uma filha de seis anos.

Diego Ferreira de Souza, de 23 anos, e Janquiel Marques da Silva júnior, 22 anos, foram presos e autuados em flagrante por homicídio qualificado por motivo torpe. Diego confessou ter atirado no segurança. Ele ainda relatou que já entrou na casa noturna armado.

Diego e Janquiel foram presos pela Polícia Militar quando já estavam na Afonso Pena com a avenida Bandeirantes.



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