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Traficantes de cocaína construíam carretas para transportar drogas para SP

Rede sofisticada de logistica incluía estrutura de pagamentos de motoristas, auxiliares e fornecedores

Mirian Machado | 04/03/2021 15:32
Foto divulgada na na 1ª fase da operação, mostra cocaina apreendida que seria levada de Corumbá a São Paulo. (Foto: Divulgação/PF)
Foto divulgada na na 1ª fase da operação, mostra cocaina apreendida que seria levada de Corumbá a São Paulo. (Foto: Divulgação/PF)

Para desarticular uma organização criminosa que transporta cocaína de Corumbá para o Estado de São Paulo, a Polícia Federal deflagrou nesta manhã (4) a segunda fase da Operação Aversa. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, todos em Campo Grande. Em ambos os casos, os suspeitos se encontravam foragidos.

Os mandados judiciais foram expedido pela Justiça Federal de Corumbá, cidade a 419 km da Capital. Ao todo 20 policiais participaram da ação.

Conforme a investigação havia uma sofisticada rede logística e de lavagem de dinheiro, que incluía carretas construídas especificamente para o transporte de drogas, além de uma estrutura de pagamentos de motoristas, auxiliares e fornecedores de entorpecentes.

As investigações iniciaram no final de 2019 quando mais de meia tonelada de cocaína foi apreendida e dois motoristas foram presos. Foi identificado valores ilícitos acima de R$ 24 milhões movimentados pela organização criminosa desde 2018.

A primeira fase da operação ocorreu em novembro de 2020, quando 13 pessoas forma presas além de serem cumpridos 20 mandados de busca e apreensão em Corumbá e Campo Grande, além de Guarulhos, Presidente Prudente, Martinópolis, Regente Feijó e Bauru, no estado de São Paulo.

Ainda na 1ª fase, o delegado Alan Givigi informou que o grupo atuava em duas frentes para ocultar o esquema. No transporte da droga até São Paulo, adaptava veículos para dificultar flagrantes. A quadrilha comprava semirreboques e inseria vãos nas longarinas, permitindo a ocultação da cocaína no novo espaço criado no interior dos “chassis” das carretas.

A droga era comprada por traficante de Bauru, também alvo da primeira fase da operação, que fazia a distribuição da cocaína em São Paulo. Classificado na estrutura criminosa como “o financiador”, ele estava em liberdade desde o fim de 2019. O articulador da logística ficava em Presidente Prudente.

Já a ocultação dos valores exigia uma rede de lavagem de dinheiro. Empresário do setor automotivo, com loja de acessórios de som, foi preso nesta segunda-feira em Corumbá. “Na lavagem, usavam o dinheiro do tráfico e colocavam em nome de outras pessoas”, afirma o delegado da Polícia Federal.

Aversa é uma localidade italiana conhecida pela produção de um tipo específico de queijo, cujo nome é o mesmo da alcunha de um dos principais investigados na operação, no caso, o “Mussarela”, que tem passagens por tráfico de droga e movimenta milhões no período um ano, mas sem declarar nenhuma atividade lícita.

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