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Capital

Travesti é morta com 2 tiros em frente à casa de amigos no Morada Verde

Liana Feitosa e Renan Nucci | 22/03/2015 13:47
Autor disparou 3 tiros contra travesti, 2 acertaram a vítima. (Foto: Marcelo Calazans)
Autor disparou 3 tiros contra travesti, 2 acertaram a vítima. (Foto: Marcelo Calazans)

Por volta de 13h30, uma travesti identificada como Adriana, de 24 anos, foi morta com dois tiros no bairro Morada Verde. Nos documentos de Adriana consta que o nome de nascimento dela é Thiago da Silva Martins.

Segundo uma testemunha, ela morava no bairro Bosque da Esperança e se prostituía nas imediações do supermercado Atacadão.

Ela foi a segunda travesti morta na Capital em menos de um mês. No último dia 27 de fevereiro, o corpo de Ágata Renata, de 23 anos, foi encontrado às margens do Córrego Imbirussú, entre os bairros Zé Pereira e Vila Almeida.
Segundo amigos, Ágata Renata era usuária de drogas e costumava se prostituir na Avenida Júlio de Castilho. Ela morava no Jardim Imá.

Local - O crime deste domingo (22) aconteceu em frente à casa de um casal de amigos da vítima. De acordo com a mulher, a travesti frequentemente visitava ambos em casa, mas há dias não aparecia.

No entanto, no sábado (21), Adriana apareceu para uma rápida visita à noite. Hoje pela manhã, voltou na casa dos amigos aparentemente alcoolizada, e novamente foi embora.

No início da tarde, por volta de 13h30, voltou, dizendo que estava com fome e chamando o casal para ir a um bar próximo do local para comer um salgado. Neste momento, a mulher, dona de casa de 24 anos, o esposo dela, um montador de torres, e o filho do casal, de 5 anos, saíram de casa para acompanhar Adriana.

Ação - Foi então que surgiu uma motocicleta de cor preta na rua ocupada por duas pessoas. Segundo informações da Polícia Civil, o condutor estacionou o veículo, sacou uma arma de fogo e disparou três vezes contra a travesti, sendo que dois disparos atingiram a vítima, um na barriga e outro no peito.

A vítima correu para o interior da residência, onde caiu e morreu em seguida. A dona da casa disse que a ação foi muito rápida, "não durou nem 15 segundos", completou a mulher que preferiu não ser identificada.

Ainda de acordo com a dona de casa, amiga da travesti, Adriana nunca comentou estar sofrendo ameaças ou ter dívidas.

Adriana foi à casa dos amigos por volta de 13h30 e os chamou para comer. (Foto: Marcelo Calazans)
Adriana foi à casa dos amigos por volta de 13h30 e os chamou para comer. (Foto: Marcelo Calazans)
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