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Capital

Três presos em operação contra milícia são levados para a sede do Garras

Operação tem como principais alvos o empresário Jamil Name e o filho dele, Jamil Name Filho

Por Anahi Zurutuza e Kerolyn Araújo | 27/09/2019 09:24
Em viatura do Batalhão de Choque, homem chegou tapando o rosto (Foto: Marina Pacheco)
Em viatura do Batalhão de Choque, homem chegou tapando o rosto (Foto: Marina Pacheco)

Equipes do Batalhão de Choque chegaram à sede do Garras (Delegacia de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestros) com três homens presos e material apreendido na Operação Omertà, que mira os empresários Jamil Name e Jamil Name Filho.

Jamil e o filho foram presos em condomínio de luxo no Jardim São Bento, onde moram, segundo o delegado Fábio Peró, titular do Garras. Até agora, contudo, equipes da delegacia, Batalhão de Choque e também do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) estão no local e não saíram com os dois.

Além dos empresários, também estão entre os presos quatro policiais civis, três da ativa e um aposentado, e o policial federal Everaldo Monteiro de Assis. Ainda há guarda municipal e policial militar presos.

Policiais do Choque não falaram com a imprensa na chegada do Garras. Não foram divulgados os nomes dos presos. Veja o vídeo da chegada de três deles:

A operação – Ao todo, são 23 ordens de prisões: sendo 13 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de prisão temporária em Campo Grande. A força-tarefa ainda cumpre 21 mandados de busca e apreensão.

Os crimes investigados são organização criminosa atuante na prática dos crimes de homicídio, milícia armada, corrupção ativa e passiva.

Nome da operação, Ormetà é um código de honra da máfia italiana, que faz voto de silêncio.

Preso desce de viatura descaracterizada e policiais carregam caixas de sapato (Foto: Marina Pacheco)
Preso desce de viatura descaracterizada e policiais carregam caixas de sapato (Foto: Marina Pacheco)
Terceiro preso também escondeu o rosto com a camiseta (Foto: Marina Pacheco)
Terceiro preso também escondeu o rosto com a camiseta (Foto: Marina Pacheco)

Milícia - A investigação foi desencadeada após a prisão do guarda municipal Marcelo Rios no dia 19 de maio. Ele foi flagrado com arsenal formado por dois fuzis AK-47, quatro calibre .556, uma espingarda calibre 12, 17 pistolas, um revólver e várias munições, além de silenciadores, lunetas e bloqueadores de sinal de tornozeleiras eletrônicas em uma casa na Rua José Luiz Pereira, no Jardim Monte Líbano.

Além de Rios, outros dois guardas municipais e um segurança do empresário foram denunciados pelo Gaeco por obstruir investigação e integrar grupo de extermínio responsável por três execuções em Campo Grande. Todos eles, conforme as investigações, trabalham para Name, apontado, portanto, como chefe da milícia formada por integrantes das forças de segurança pública. O processo tramita em sigilo na 3º Vara Criminal de Campo Grande.

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