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Capital

Trio vai a júri por espancar e estrangular jovem até a morte

Dener de Oliveira Gomes, de 23 anos, foi espancado e estrangulado no dia 18 de maio do ano passado

Por Anahi Zurutuza | 13/07/2020 17:01
Corpo da vítima foi encontrado em terreno na Rua Cambuí (Foto: Clayton Neves/Arquivo)
Corpo da vítima foi encontrado em terreno na Rua Cambuí (Foto: Clayton Neves/Arquivo)

Dário Demétrio dos Santos Anastácio, de 27 anos, Lucas dos Santos Batista, de 31 anos, e Marcos André Malheiros da Silva, de 38 anos, vão a júri popular por matar Dener de Oliveira Gomes, de 23 anos, e esconder o corpo. O jovem foi espancado e estrangulado no dia 18 de maio do ano passado.

Consta na denúncia que o trio iniciou discussão com a vítima porque supostamente o irmão de Dener teria entregado Lucas à polícia e por esse motivo, o réu foi preso. Os três acusaram Dener de manter relacionamento extraconjugal com a ex-mulher de Lucas, enquanto este último estava encarcerado.

“Os acusados, em conluio e unidade de desígnios, bem como em razão do grau de parentesco que os ligam [a polícia apurou à época que os três são primos], iniciaram agressões contra a vítima, de modo a desferir chutes e pisões, bem como, utilizaram-se de uma enxada para atingir Dener e, por fim, Lucas se utilizou de um fio elétrico para estrangular o ofendido”, diz a acusação.

Tudo aconteceu em uma casa na Vila Nasser e o corpo de Dener foi encontrado no dia seguinte abandonado em terreno na Rua Cambuí.

A defesa de dois dos acusados pediu a absolvição deles pelo crime de ocultação de cadáver por falta de provas. Já a acusação pediu que fossem incluídas as qualificadoras “motivo torpe” e “meio cruel” no processo.

O pedido da defesa foi negado e o relator do processo,  juiz Waldir Marques, entendeu que “o emprego do meio cruel foi justificado, pois os réus teriam agido com maldade e em superioridade numérica, espancaram a vítima com chutes e pontapés, causando dor e sofrimento exacerbado, para ser posteriormente estrangulado com um fio”.