Ufólogo escanteia radialista preso e diz que convivência social não é sociedade
Grupo Dakila afirma que Urandir Fernandes não é sócio ou tem gerência na empresa investigada pelo Gaeco
O ufólogo Urandir Fernandes de Oliveira divulgou nova nota de esclarecimento nesta terça-feira (22) para afastar qualquer associação direta com o radialista Francisco Elivaldo de Souza, o Eli Sousa, preso no âmbito das operações Collusion e Simulatum, deflagradas na quarta-feira (21) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).
RESUMO
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O ufólogo Urandir Fernandes de Oliveira emitiu nota de esclarecimento negando qualquer vínculo societário com o radialista Eli Sousa, preso nas operações Collusion e Simulatum do Gaeco. O comunicado ressalta que o Grupo Dakila não participa de licitações públicas e que relações comerciais não implicam em responsabilidade penal. A nota esclarece que houve negociações recentes para possível aquisição de ativos na área de comunicação, incluindo um acordo para participação pontual de Eli Sousa na programação de rádio. O grupo enfatiza que as empresas envolvidas possuem estruturas distintas, sem compartilhamento de gestão ou responsabilidades jurídicas.
No documento, o Grupo Dakila afirma que Urandir não é sócio da empresa investigada, não participa de licitações públicas e que convivência social ou parceria comercial não pode ser confundida com sociedade, gestão ou responsabilidade penal.
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Segundo a nota, Urandir Fernandes não integra o quadro societário da Impacto Empresa de Jornalismo Ltda., empresa cujo CNPJ é alvo das investigações e que tem Eli Sousa como sócio-administrador. Já a Dakila Comunicação Ltda., citada em reportagens por conta da proximidade física entre imóveis, teria como único sócio-administrador o próprio Urandir. O grupo sustenta que se trata de estruturas empresariais distintas, sem comunhão de gestão, patrimônio ou responsabilidades jurídicas.
O esclarecimento reforça que nem o Ecossistema Dakila nem o Grupo BDM Digital possuem qualquer elo com procedimentos licitatórios investigados, incluindo contratos firmados com a Prefeitura e a Câmara Municipal de Terenos. De acordo com o texto, as empresas do grupo atuam exclusivamente na iniciativa privada, em áreas como tecnologia, finanças e comunicação, sem participação em certames públicos desde 2021, período investigado pelo Ministério Público.
A nota também afirma que Eli Sousa e outro nome citado nas investigações, Eudmar Rogers Nolasco de Faria, não integram o quadro funcional do Grupo Dakila nem exercem qualquer papel de governança, direção ou tomada de decisão. Segundo o documento, eles não tinham poderes de administração, procurações, autorização para assinatura de contratos ou representação perante órgãos públicos em nome do grupo.
Sobre a relação entre Urandir e Eli, o Grupo Dakila admite a existência de tratativas comerciais recentes, voltadas à possível aquisição de ativos na área de comunicação, como imóvel, marca, equipamentos e eventual estrutura de rádio. No entanto, ressalta que as negociações não foram concluídas e estavam condicionadas a rigorosos procedimentos de auditoria e due diligence, conduzidos pelo setor de compliance, justamente para evitar riscos institucionais.
O documento enfatiza que parceria comercial não configura crime e que contatos profissionais, negociações ou convivência social não geram responsabilidade automática por atos praticados por terceiros. A direção do grupo afirma ainda que Eli Sousa sempre foi o único responsável pela gestão interna de suas empresas, inclusive folha de pagamento, contratos e colaboradores, sem qualquer ingerência do Grupo Dakila nessas rotinas.
Em relação à atuação de Eli na área de comunicação, o grupo esclarece que, durante as negociações, foi ajustada apenas uma participação pontual na programação de rádio, com um horário específico das 8h às 9h, restrita à produção de conteúdo, sem função administrativa, poder de gestão ou integração à estrutura de comando do grupo.


