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Artes

Em MS, Gianecchini defende as salas de cinema e mais filmes brasileiros

Ator recomenda clássicos da América Latina, aposta em novo Oscar e elogia momento do audiovisual

Por Clayton Neves | 25/07/2026 08:01
Em MS, Gianecchini defende as salas de cinema e mais filmes brasileiros
Ator esteve pela primeira vez em Bonito. (Foto: Clayton Neves)

Para quem está procurando um bom filme para assistir, o ator Reynaldo Gianecchini deixou algumas sugestões durante a primeira visita a Bonito para participar da 4ª edição do Festival Bonito CineSur.

Em conversa com jornalistas, o artista revelou algumas de suas produções latino-americanas preferidas e fez um diagnóstico otimista do audiovisual brasileiro. Para ele, o país vive um dos melhores momentos da indústria nos últimos anos e tem tudo para voltar a disputar o Oscar.

Fã do cinema argentino, Gianecchini listou alguns dos títulos que considera indispensáveis. Entre eles estão O Filho da Noiva, Conto Chinês, O Segredo dos Seus Olhos e Relatos Selvagens, o seu preferido.

"Eu amo o cinema argentino. Acho um dos melhores cinemas do mundo. Eles conseguem contar desde histórias muito críticas e sociais até as mais simples, sempre com muito humor e qualidade", avaliou.

Quando o assunto mudou para o Brasil, a lista continuou e o ator lembrou filmes que marcaram sua vida, como Terra Estrangeira, Central do Brasil, Cidade de Deus e Estômago. Entre as produções mais recentes, destacou Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto, que ajudaram a colocar novamente o cinema brasileiro em evidência.

Em MS, Gianecchini defende as salas de cinema e mais filmes brasileiros
Artista ao lado da atriz chilena Paulina García. (Foto: Clayton Neves)

Para Gianecchini, esse reconhecimento internacional não ficou restrito às premiações e o sucesso dos filmes brasileiros no exterior impulsionou toda a cadeia do audiovisual.

"A gente está num momento muito bom. Não só porque esses filmes que concorreram ao Oscar deram um boom no cinema nacional, na visão lá de fora. Acho que fomentaram bastante a nossa indústria aqui", pontuou.

Segundo ele, esse reflexo já aparece na quantidade de produções em andamento. "Estou acompanhando e realmente a gente está tendo bastante produções, muita coisa andando. O streaming também. O audiovisual está em um momento bom, numa crescente muito legal", afirmou.

Depois de décadas como um dos principais rostos das novelas brasileiras, Gianecchini contou que quer investir cada vez mais em filmes e séries. Tanto que já concluiu uma nova produção para o streaming e está prestes a começar outro projeto, sobre o qual fez mistério.

"Tenho cada vez mais vontade de fazer coisas no audiovisual que não são novelas. Cinema e séries me interessam bastante", confessou.

Para o ator, não faltam ingredientes para o Brasil voltar a disputar as principais premiações do mundo.

Em MS, Gianecchini defende as salas de cinema e mais filmes brasileiros
Gianecchini apresentou a primeira noite do Bonito Cinesur. (Foto: Clayton Neves)

"A gente tem histórias muito particulares para contar, de um jeito muito nosso, com uma estética muito nossa e profissionais maravilhosos. A gente só precisa juntar uma turma e contar essa história direitinho. Tenho certeza de que o mundo está sempre atento para olhar as coisas do Brasil", analisou.

Em Bonito pela primeira vez, Gianecchini também destacou a importância do Bonito CineSur por reunir produções de diferentes países da América Latina. Segundo ele, festivais como esse ajudam o público a descobrir cinematografias pouco conhecidas e ainda criam oportunidades para futuras coproduções.

"Eu conheço bastante o cinema argentino, um pouco do chileno, mas não conheço praticamente nada da Bolívia e do Paraguai. O festival é importante justamente por isso porque aproxima os países, apresenta novos filmes e cria conexões", disse.

Ele ainda defendeu salas de cinema, mesmo com o avanço das plataformas de streaming. A experiência coletiva de assistir a um filme continua insubstituível. "É muito mágico assistir numa tela grande, com um monte de gente junto vibrando. Sempre que a gente consegue levar cinema para lugares que não têm salas de exibição, isso faz muita diferença", finaliza.

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