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Capital

UPA fecha, outros postos lotam e pacientes esperam até cinco horas

Quadro clínico de unidades foi reforçado com remanejamento de profissionais escalados para atender na Vila Almeida, mas procura por socorro foi intensa nesta segunda-feira

Por Anahi Zurutuza e Adriano Fernandes | 16/01/2017 18:19
Cartaz afixado na porta da UPA da Vila Almeida (Foto: Adriano Fernandes)
Cartaz afixado na porta da UPA da Vila Almeida (Foto: Adriano Fernandes)

No dia que a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida teve de ser fechada, além da revolta de quem procurou atendimento no posto sem saber da interdição, não faltaram reclamações de quem precisou de socorro e foi a outras unidades da rede, mesmo nas localizada em regiões opostas da cidade.

Com a filha de 5 meses queimando em febre, a Paula Adorno, 25, foi até a UPA da Vila Almeida na tarde desta segunda-feira (16) à procura de um pediatra, mas ao chegar ao posto descobriu que teria de ir a outra unidade. “Ela está com 39,8ºC de febre. A gente já tinha ido na UPA do Santa Mônica e agora vamos ter de ir para o Coronel Antonino. É revoltante isso”.

Recepção da UPA da Vila Almeida alagada (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)
Recepção da UPA da Vila Almeida alagada (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)

Interdição – A UPA foi fechada após forte chuva alagar alguns setores do posto de saúde pela manhã. A secretária-adjunta da Saúde, Andressa De Lucca Bento, esteve na unidade e disse que o fechamento é por tempo indeterminado. Levantamento será feito e o prédio reformado.

Alguns atendimentos continuaram sendo feitos no local, como exames de imagem. A enfermeira Nadir Emídio Viana, 65, conseguiu fazer a ultrassom que tinha marcado. “Sai mais cedo do trabalho, cheguei e vi o posto fechado, mas ainda bem que me atenderam”.

Um cartaz foi afixado na porta da unidade e funcionários orientava pacientes que procuraram atendimento no local.

Outras unidades – Também na tarde desta segunda-feira, pacientes enfrentaram longa espera para serem atendidos nos CRSs (Centros Regionais de Saúde) da Coophavilla 2 e do Aero Rancho e na UPA do Coronel Antonino. A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) admite que apesar do reforço na escala dos postos, o fechamento da UPA da Vila Almeida pode ter sobrecarregado as outras unidades.

Maria Margarida, de 58 anos, foi ao CRS do Aero Rancho acompanhando a neta, que teve de esperar cinco horas pelo atendimento. “Ela estava com dor e com hemorragia, em menos de um mês já menstruou três vezes, ela precisava ser atendida rápido”, afirmou a avó.

Margarida conta que durante a tarde, havia três clínicos gerais atendendo, mas o posto estava muito lotado. “Tudo bem que estava cheio, mas toda vez que eu vou é desse jeito”.
Nesta tarde, só havia pediatras na UPA do Coronel Antonino e um pai, que não quis se identificar, reclamou de ter de esperar três horas para conseguir atendimento para a filha. “Não tinha nem lugar para sentar”.

A reportagem também recebeu reclamações sobre a demora no atendimento do CRS da Coophavilla 2.

De acordo com a Sesau, na tarde de hoje, um dos pediatras escalados para atender na Vila Almeida foi encaminhado para o posto do Coronel Antonino e outro foi para a UPA do Universitário. Um dos clínicos foi para a unidade do Aero Rancho.

Agora à noite, há pediatras na UPAs do Coronel Antonino, Universitário, Moreninhas e Leblon, e também nos CRSs da Coophavilla, Tiradentes e Nova Bahia.

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