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Vacinação nesta 2ª representa alívio e segurança para pais e crianças

Faixa etária foi ampliada para crianças acima de 10 anos nesta segunda-feira

Por Guilherme Correia e Caroline Maldonado | 17/01/2022 09:27
Ana Beatriz se emociona ao receber a vacina contra a covid-19, nesta manhã, na Capital. (Foto: Marcos Maluf)
Ana Beatriz se emociona ao receber a vacina contra a covid-19, nesta manhã, na Capital. (Foto: Marcos Maluf)

Ansiosa enquanto esperava na fila para ser vacinada contra a covid-19, Ana Beatriz Rondon da Silva, de 10 anos, recebeu a primeira dose da vacina pediátrica nesta manhã (17), no prédio da Seleta, em Campo Grande, e relata que sentiu alívio após o início do esquema vacinal.

Ela e outras crianças, da mesma faixa etária, foram incluídas hoje, segunda-feira, no calendário de imunização da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública). A Capital aplica vacinas no público infantil desde sábado.

Em geral, os sentimentos relatados pelos pais, mães e outros responsáveis – além das próprias crianças – é o de alívio em finalmente poder receber a proteção e de segurança, já que isto representa uma redução na chance de desenvolvimento de casos graves de coronavírus.

Ana Beatriz relata que sentiu alívio quando foi vacinada contra a covid-19. (Foto: Marcos Maluf)
Ana Beatriz relata que sentiu alívio quando foi vacinada contra a covid-19. (Foto: Marcos Maluf)

“Fiquei bem ansiosa, deu um frio na barriga na hora que fui vacinar. Mas eu acho que todos deveriam vir, porque é uma experiência bem legal e a gente sabe que vai prevenir de pegar o vírus.”

Até sexta-feira, cerca de 13% das 90 mil pessoas estimadas nesta faixa etária foram cadastradas e a reportagem verificou pouco movimento nos pontos de imunização.

A autônoma Lúcia Rondon da Silva, de 40 anos, que mora no Conjunto Residencial Octavio Pécora explica que trouxe Ana Beatriz por volta das 7h, que foi a primeira a se vacinar, às 8h. “Um pouco antes, estavam aplicando a vacina da gripe. Só às 8h que liberou a da covid”, explica.

“Já tivemos casos na família, um primo da Ana Beatriz que pegou covid, e estávamos bem ansiosos para ela se vacinar”, diz a mãe, aliviada.

O assistente técnico Hudson Ferreira, de 46 anos, esperou poucos minutos para vacinar o filho, Vinícius, e ressalta que confia nos benefícios da imunização. “Eu vim, pois estamos procurando proteger o nosso filho.”

Hudson trouxe o filho e defende os benefícios da vacinação. (Foto: Marcos Maluf)
Hudson trouxe o filho e defende os benefícios da vacinação. (Foto: Marcos Maluf)

Com essa nova onda, eu e minha esposa chegamos a pegar covid na volta do trabalho. Descobrimos porque uma cunhada teve sintomas e fomos fazer o teste, deu positivo, mas tivemos sintomas muito leves e acredito que foi porque tomamos as três doses da vacina.”

A família veio do Jardim Leblon para a Seleta, já que a esposa trabalha nas proximidades. Vinícius, de 10 anos, relata que aguardava com ansiedade por este momento e que está feliz com a vacina. “Estou muito ansioso mesmo, por causa desse momento que estamos esperando faz tempo. Fiquei sabendo pelo pai de um amigo que o avisou que tinha que entrar, porque ele tomaria a vacina no dia seguinte.”

Vinícius, de 10 anos, tomou dose contra a covid-19 nesta manhã. (Foto: Marcos Maluf)
Vinícius, de 10 anos, tomou dose contra a covid-19 nesta manhã. (Foto: Marcos Maluf)

Isabel Goya Marinho, de 10 anos, aproveitou o tempo da fila para ler um livro enquanto aguardava e diz que esperava há um ano pela abertura das vacinas ao público infantil. “A vacina é uma forma de se proteger, assim como qualquer outra, como a de gripe. Não entendo porque algumas pessoas não querem se vacinar. Tenho um amigo que a mãe não quer levar para vacinar, não entendo o motivo”.

Sua mãe, a promotora de Justiça Renata Goya comenta que havia pouco movimento de crianças nesta segunda-feira e que o local estava bem organizado, levando apenas cerca de 15 minutos para vacinar a filha. “Está tendo muita pouca adesão, mas acho super importante a vacina. Acho que poderia liberar para a idade, independentemente do mês de nascimento.”

No início da manhã, havia pouca procura de crianças para tomar vacina na Seleta. (Foto: Marcos Maluf)
No início da manhã, havia pouca procura de crianças para tomar vacina na Seleta. (Foto: Marcos Maluf)

Adesão - As vacinas, em geral, são utilizadas no público infantil há séculos e no Brasil, fazem parte do rol de imunizantes do PNI (Plano Nacional de Imunizações).

As doses contra o coronavírus da Pfizer, em dosagem diferente das usadas em adultos, foram aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão máximo de regulação do País, por cumprirem critérios de segurança e eficácia.

A Sesau reforça os benefícios da imunização, para que a chance de casos graves seja reduzida, e avalia que a procura tem sido positiva, ao menos, nos primeiros dias, "considerando que neste primeiro momento, o público ainda é muito limitado". Conforme determinação da SES (Secretaria Estadual de Saúde), novas faixas etárias serão inclusas nos próximos dias.

Consequentemente, espera-se que a adesão aumente com a disponibilização de novas doses e ampliação por faixa etária."

Doses pediátricas são aplicadas em vários países do mundo, de diversos continentes, tais como Alemanha, Argentina, Bélgica, Bolívia, Canadá, Chile, China, Cuba, Dinamarca, Estados Unidos, França, Itália, Portugal, dentre outros.

Vacinas infantis são aplicads por meio do Sistema Único de Saúde; crianças têm de estar acompanhadas dos pais ou levarem termo por escrito. (Foto: Marcos Maluf)
Vacinas infantis são aplicads por meio do Sistema Único de Saúde; crianças têm de estar acompanhadas dos pais ou levarem termo por escrito. (Foto: Marcos Maluf)
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