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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

04/01/2015 10:13

Vagas somem no Centro e estacionar moto na rua vira "bom negócio"

Alan Diógenes
Com falta de estacionamentos, motociclistas têm que recorrer aos guardadores. (Foto: Alcides Neto)Com falta de estacionamentos, motociclistas têm que recorrer aos guardadores. (Foto: Alcides Neto)
Devido ao aumento da frota de motos, Márcia acredita que deveria ter mais locais para estacionar. (Foto: Alcides Neto)Devido ao aumento da frota de motos, Márcia acredita que deveria ter mais locais para estacionar. (Foto: Alcides Neto)

Os motociclistas que frequentam a área central de Campo Grande para fazer compras estão reclamando da falta de vagas para estacionar no local. Eles alegam que os estacionamento para motociclistas estão retirados para dar lugar a frota de carros, que cresceu nos últimos anos, e por isso precisam pagar para guardar as motos.

Pensando em uma forma de solucionar o problema, alguns viram na situação uma forma de ganhar dinheiro. É o caso dos guardadores de motocicletas que pagam R$ 1,50 por hora nos parquímetros para estacionar as motocicletas.

O guardador Bugleux Parcidis Godoy, 41 anos, estaciona motocicletas há 8 anos na Rua Dom Aquino. Para desenvolver a profissão ele teve que se registrar no MTE (Ministério do Trabalho Estadual). “Tenho registro no MTE e acredito que todos os guardadores também precisavam se regulamentar para exercer a profissão”, destacou.

Bugleux explica que os guardadores não cobram um valor "x" dos usuários para guardar os veículos. “Não pedimos nada para ninguém porque a rua é pública. A pessoa paga o valor que achar certo ou nem precisam pagar. Mas, a maioria paga por respeitar nosso trabalho e saber que cuidamos bem das motocicletas”, apontou.

Conforme o guardador Marcos Antônio Soares, 37, o movimento dobrou em seu ponto neste final de ano. Para atrair seus clientes, o guardador utiliza papelões para tampar os bancos das motocicletas, que esquentam com a temperatura elevada. Ele também cuida dos capacetes dos motociclistas.

“Comecei a pagar o parquímetro e a cuidar das motos há cinco anos quando percebi que faltavam vagas para este tipo de veículo no centro da Capital. Por exemplo na Rua 13 de Maio existiam dois estacionamentos para motos, mas eles retiraram a pouco tempo, ou seja, ao invés de aumentar está diminuindo o número de estacionamentos para motos”, mencionou.

A atendente de telemarketing Márcia Luzia, 33, que é motociclista há 10 anos, disse que acha um absurdo o usuário ter que pagar para estacionar as motos. “Por ser um veículo pequeno, deveriam existir estacionamentos gratuitos para eles. Sem falar que o número de motocicletas está aumentando e os estacionamentos deveriam aumentar também”, explicou.

Para se prevenir quanto a roubos e furtos, que são comuns em relação às motocicletas, o pedreiro Valdiley Barbosa, 50, sempre paga para os guardadores cuidar de seus veículos. “Pago para ter mais segurança, mas creio deveria ser um serviço gratuito prestado pelo município”, finalizou.

Para ser guardador de motos, Bugleux teve que se registrar no Ministério do Trabalho. (Foto: Alcides Neto)Para ser guardador de motos, Bugleux teve que se registrar no Ministério do Trabalho. (Foto: Alcides Neto)
Com medo de ter a moto roubada ou furtada, Valdiley prefere pagar aos guardadores cuidarem do veículo. (Foto: Alcides Neto) Com medo de ter a moto roubada ou furtada, Valdiley prefere pagar aos guardadores cuidarem do veículo. (Foto: Alcides Neto)


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