Vendaval arranca telhado e moradores podem ficar na chuva até segunda

O vendaval que atingiu Campo Grande neste sábado (11) durou poucos minutos, mas causou grandes danos e preocupações aos moradores do residencial Leonel Brizola, no Jardim Leblon. O conserto dos imóveis depende da seguradora, que só abre segunda-feira. Até lá, a construtora do condomínio estuda solução paliativa para evitar mais problemas.
“Vai chover de novo e não sei o que fazer. Não tenho um plano B, não tenho para onde ir”, diz a moradora Maria Aparecida Moreno, 34 anos. O apartamento dela foi um dos mais atingidos pelo temporal. “As telhas voaram por conta do vento, foi em questão de minutos”, afirma.
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Por enquanto, Maria não perdeu nenhum móvel, mas teve infiltrações nas paredes e o chão de alguns cômodos está encharcado. “Tenho medo de estragar alguma coisa, se chover de novo”.
Em um dos blocos, a cobertura voou junto com uma viga, que quebrou as janelas de um dos apartamentos. Nilza da Silva, 53 anos, relata que havia crianças dormindo naquele cômodo e os estilhaços por pouco não as atingiram. “Fiquei com medo”, afirma.
Algumas telhas caíram sobre o carro de Sílvio Rocha, 37 anos, quebrando os vidros, lanternas e arranhando a lataria.
Sílvio Rocha, 37 anos. Ele disse que algumas telhas atingiram o carro dele, que ficou danificado. Algumas telhas que voaram do prédio atingiram o carro dele. Teve alguns amassados, e algumas lanternas quebraram.
“O representante da incorporadora diz que não tem o que fazer, pois foram danos ocasionados pelo tempo. Eu vou procurar saber o que posso fazer com relação a isso”, afirma.
Um dos funcionários da construtora do residencial, que não quis ser identificado, está no local estudando a melhor forma de resolver o problema. Segundo ele, somente a construtora pode indicar empresa para realizar o conserto definitivo. Por isso, ele não pode recolocar as telhas.
Uma das soluções é cobrir os prédios com uma lona e torcer para que aguente até segunda-feira.
Transtornos - O temporal teve rajadas de vento com 63,6 quilômetros por hora. Além das quedas de árvores, também houve destelhamento de casas e condomínios.
A Coordenadoria Municipal da Defesa registrou destelhamentos também no residencial Nelson Trad, no Jardim Carioca.
Segundo o sistema de monitoramento da Defesa Civil de Campo Grande, a chuva mais forte atinge a região das Moreninhas, na saída para São Paulo, onde choveu 27 milímetros. Também choveu em torno de 10 milímetros nas regiões dos bairros Cabreúva, do Itanhangá Park, Vilas Boas e do Shopping Norte Sul.