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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

17/06/2013 09:10

Vento derrubou 48 árvores e cenário hoje é de telhas e galhos pelas ruas

Paula Maciulevicius e Aliny Mary Dias
Bombeiros receberam 68 solicitações em decorrência de chuva. Houve nove destelhamentos e quatro quedas de árvores em cima de veículos. (Foto: Marcos Ermínio)Bombeiros receberam 68 solicitações em decorrência de chuva. Houve nove destelhamentos e quatro quedas de árvores em cima de veículos. (Foto: Marcos Ermínio)

Um dia depois do temporal que caiu em Campo Grande os moradores dos bairros atingidos ainda veem os prejuízos dentro de casa e nas ruas. Segundo as ocorrências que entraram para os bombeiros, só neste domingo 48 árvores caíram. Galhos, telhas e sujeira estão pelas ruas e calçadas, são os resquícios de ventos que passaram de 80 quilômetros por hora e da chuva registrada em 69 mm. Índice que superou a média esperada pela meteorologia para o mês inteiro, de 42mm.

Ontem durante o dia todo os bombeiros receberam 68 solicitações em decorrência de chuva. Houve nove destelhamentos e quatro quedas de árvores em cima de veículos.

 

No bairro Zé Pereira a manhã foi de contabilizar os danos. Casas ficaram destelhadas. (Foto: Marcos Ermínio)No bairro Zé Pereira a manhã foi de contabilizar os danos. Casas ficaram destelhadas. (Foto: Marcos Ermínio)

No bairro Zé Pereira a manhã foi de contabilizar os danos. No caso de Osman da Silva, 39 anos, as vigas da varanda e as telhas foram parar nos vizinhos. Recém-operado de úlcera, ele e os irmãos cobriram o telhado com plástico, na tentativa de evitar que a água entrasse dentro de casa. “Mal consegui dormir a noite de tanta preocupação”, disse. Em parte também o cansaço, de passar a tarde e a noite na limpeza.

A vizinha Rosana Marcondes, 45 anos, passou quatro horas sem energia depois de ver três postes da rua Prudêncio Tomas ao chão. Além do transtorno de ficar sem luz, ela teve parte da casa destelhada e passou a tarde toda limpando a sujeira trazida pela água. No terreno baldio ao lado da residência, cheio de árvores, um macaco que vive no lugar voou para o outro lado da rua, relatou a moradora. Eles chegaram a ligar para a PMA (Polícia Militar Ambiental) que disse que não poderia se deslocar. A saída dos moradores foi de pegar o macaco e levar ao habitat.

A falta de luz foi problema em vários pontos da cidade. A Enersul registrou 600 atendimentos, o que corresponde a cinco dias de trabalho em apenas 24h. Houve rompimento de cabos de energia em 20 pontos da rede. Moradores de pelo menos 4 bairros de Campo Grande ficaram sem luz: Otávio Pécora, Taveirópolis, Vila Margarida e Coronel Antonino.



A prevenção é o melhor remédio também na repetição de quedas de árvores. Devemos pagar os prejuízos sim; afinal fomos nós que colocamos executivos despreparados e irresponsáveis que ontem faturaram com a infestação de árvores impróprias para as ruas da cidade. et: é melhor arrancar as restantes antes que caiam sobra nossa cabeças... Firmas especializadas existem; viva a meritocracia.
 
Oswaldo Rodrigues em 17/06/2013 11:39:47
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