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Capital

Vereadores vão pedir que Justiça libere aterro provisoriamente

Pelo menos 50 empresários do setor estiveram na Câmara Municipal; os vereadores vão encaminhar ofício ao judiciário ainda hoje solicitando liberação provisória do aterro

Por Christiane Reis | 22/12/2016 14:01
Os vereadores ouviram o relato de Bruno de Brito, que falou sobre as dificuldades dos caçambeiros. (Foto: Christiane Reis)
Os vereadores ouviram o relato de Bruno de Brito, que falou sobre as dificuldades dos caçambeiros. (Foto: Christiane Reis)

Os caçambeiros, que pelo 5º dia protestam contra o fechamento do aterro de entulhos da Capital, localizado no Jardim Noroeste, conseguiram o apoio da Câmara Municipal na manhã desta quinta-feira (22). Após ouvir o relato dos empresários, os vereadores decidiram encaminhar ainda hoje um ofício ao judiciário solicitando a liberação provisória do local, para que eles tenham onde depositar os entulhos.

“O Poder Judiciário determinou o fechamento do aterro no Noroeste, então vamos fazer esse ofício para que provisoriamente, neste momento de transição eles possam depositar os materiais”, disse o presidente da Câmara João Rocha (PSDB). Ele disse que a equipe técnica fará todo o diagnóstico para poder então elaborar o documento.

Em uma fala emocionada, Bruno de Brito Curto, usou a tribuna para apontar os problemas causados por conta da interdição do espaço. São quase 4 mil caçambas cheias de entulho, espalhadas pelas ruas de Campo Grande. Sem contar o prejuízo para cada empresário, que chega a até R$ 1 mil por dia. Ele disse que o grupo ficou satisfeito com a postura dos vereadores e que tem esperança de que tudo se resolva rápido.

Fechamento - A interdição do aterro de entulhos no Jardim Noroeste foi no dia 15 de dezembro. Apesar de funcionar por anos sem licença ambiental, o local era o único destino “oficial” para as mais de 1,4 mil toneladas diárias de resíduos da construção civil produzidas diariamente na cidade.

Uma vistoria feita em julho pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) constatou que no aterro há triagem superficial dos resíduos, permitindo ingresso de resíduos recicláveis e orgânicos.

Autor da decisão, o juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, David de Oliveira Gomes Filho, disse na semana passada à reportagem que o aterro precisa passar por uma série de adequações, como fechamento no entorno e proibição da entrada de lixo hospitalar.

A cidade já teve quatro pontos para aterro de entulho, que foram fechados. Em maio do ano passado, uma área na saída para Sidrolândia chegou a ser avaliada pela prefeitura para receber os resíduos, mas não houve transferência do aterro.

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