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Capital

Vigilante patrimonial abusava de netas de namorada desde 2016

Primas de 11 e 10 anos relataram às mães os abusos, descobertos depois que elas viram pen-drive com pornografia infantil

Por Silvia Frias e Clayton Neves | 20/01/2020 09:25
Vigilante patrimonial foi preso na sexta-feira e levado até a Depca (Foto: Marcos Maluf)
Vigilante patrimonial foi preso na sexta-feira e levado até a Depca (Foto: Marcos Maluf)

O vigilante patrimonial de 40 anos, preso na última sexta-feira (17) por armazenar material pornográfico envolvendo crianças, abusava das netas da esposa, hoje com 11 e 10 anos desde 2016, quando as meninas tinham 8 e 7 anos, conforme relato das vítimas. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva no dia seguinte à prisão do vigilante (18), conforme determinação do juiz plantonista Wagner MansurSaad.

Também foi deferido o pedido feito da delegada Franciele Candotti Santana, da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) de busca e apreensão de dispositivo de armazenamento de dados (computador, notebook ou outros aparelhos) e consequente quebra de sigilo para averiguar se há material pornográfico deles.

As meninas são primas e sempre dormem na casa da avó, deficiente visual, onde o vigilante, namorado da mulher, ia regularmente. O caso foi descoberto no dia 16 de janeiro quando as mães das meninas encontraram pen-drive na casa e, achando que continha música colocaram na TV e descobriram vídeos envolvendo sexo explícito com as crianças.

As meninas estavam na sala e começaram a chorar. Questionadas pelas mães, elas disseram que eram vítimas de abuso sexual: o vigilante as filmava e tirava fotos enquanto as crianças tomavam banho e fazia sexo oral nelas. Uma delas, a de 11 anos, relatou que era obrigada a fazer sexo oral e contou que os abusos começaram em 2016.

A Justiça determinou a perícia no pen-drive encontrado pelas mães das vítimas. O vigilante forneceu a senha do celular e os policiais encontraram mais vídeos pornográficos, muitos, enviados via Whats App.

No depoimento à polícia, o vigilante preferiu ficar em silêncio. Ele já foi indiciado por adquirir, possuir ou armazenar fotografia, vídeo ou registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica (artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente).