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Capital

Vítima de homofobia registra denúncia e tenta identificar agressora

Mulher não queria que filha fosse vacinada por "viado" no drive-thru no Albano; polícia investiga caso

Por Silvia Frias e Paula Maciulevicius Brasil | 24/08/2021 10:09
Gustavo acompanha o início da sessão na Câmara Municipal de Vereadores. (Foto: Marcos Maluf)
Gustavo acompanha o início da sessão na Câmara Municipal de Vereadores. (Foto: Marcos Maluf)

O cirurgião dentista Gustavo Lima, 27 anos, registrou boletim de ocorrência por injúria racial, por crime de homofobia, para identificar a mulher que recusou o atendimento dele na vacinação no drive-thru do Albano Franco.

Lima ainda busca identificá-la, depois da fala de que não queria que a filha dela fosse imunizada “por esse tipo de gente, um viado”, em situação que aconteceu no sábado (21), na fila do drive para vacinação contra covid-19.

Gustavo faz residência multiprofissional em saúde da família e, aos finais de semana, faz parte da equipe de vacinação contra covid no drive-thru do Albano Franco.

O boletim foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, ontem à tarde.

Hoje, ele e a mãe, a professora aposentada Tânia Mara dos Santos Lima, 55 anos, estão na Câmara Municipal de Campo Grande, a convite do vereador Valdir Gomes.

Eles estão acompanhados da coordenadora dos drives, Ionise Piazzi e a advogada Janaína Menezes, da ONG Diversidade, que integra o Comitê de Políticas Públicas LGBTQIA+, com unidades em Campo Grande e Dourados.

Tânia (óculos) conversa com coordenadora dos drives, Ionise Piazzi. (Foto: Marcos Maluf)
Tânia (óculos) conversa com coordenadora dos drives, Ionise Piazzi. (Foto: Marcos Maluf)

“A sociedade precisa ter consciência que agressão, mesmo que verbal, traz danos irreversíveis. É preciso que façamos vigilância para que não ocorra e que pessoas que ajam dessa forma não fiquem impunes”, disse Janaína.

Sobre o registro da ocorrência, a advogada limitou-se a dizer que ainda não há identificação da mulher e que o caso está sendo apurado pela Polícia Civil.

“A gente não quer vingança, a gente quer só que a pessoa responda pelo crime que cometeu, disse Gustavo. Antes do início da sessão, vários vereadores o cumprimentaram, demonstrado apoio.

Tânia Mara disse que o filho tem recebido apoio e que está levando o caso adiante para que isso não ocorra com outras famílias. “O Gustavo teve a quem dar a mão, mas têm muitas pessoas que sofrem sem ter este apoio”, avaliou, emocionada.

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