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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

30/11/2014 13:03

Vítimas de alagamento cobram remoção imediata para residencial

Renan Nucci
Casebre onde Cleide vive com as duas filhas e o irmão foi invadido pela água da chuva. (Foto: Renan Nucci)Casebre onde Cleide vive com as duas filhas e o irmão foi invadido pela água da chuva. (Foto: Renan Nucci)
Barraco onde Andreia e Ademilson vivem com os filhos ficou repleto de sujeira trazida pela água que invadiu o local. (Foto: Renan Nucci)Barraco onde Andreia e Ademilson vivem com os filhos ficou repleto de sujeira trazida pela água que invadiu o local. (Foto: Renan Nucci)

As fortes pancadas de chuva de ontem (29) levaram inúmeros transtornos aos moradores da Rua Antônio Fontoura Borges, nas imediações do córrego Bálsamo, no Jardim Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Pelo menos dez famílias tiveram seus barracos invadidos pela água que destruiu móveis, eletrodomésticos, roupas e alimentos. Os moradores querem que a mudança para um conjunto habitacional de casas populares, no Moreninhas 4, pelo qual eles foram beneficiados, seja feita com urgência.

A dona de casa Andreia Ribeiro da Silva, 34 anos, vive no local há cerca de dez anos com os filhos, três meninas, de dez, 12, e 16 anos, e um menino de sete anos, além do marido, o pedreiro Ademilson Gomes de Oliveira, 48 anos. Ela afirma que a rua onde mora fica alagada em praticamente todo dia chuvoso, mas que apenas recentemente começou a ter problemas com a enxurrada que escorre para dentro da sua casa. “De uns meses pra cá ficou assim. Toda chuva alaga a rua e a água invade a casa destruindo tudo”, comenta.

Ela perdeu cama, sofá, geladeira, máquina de lavar e roupas, e principalmente as compras que havia feito recentemente. A mulher não estava em casa no momento da chuva e por isso não conseguiu evitar os prejuízos. “Estava na escola buscando as crianças e quando cheguei, vi tudo destruído. Toda vez que chove é essa correria”, relata. Ademilson diz que a família não vive em paz. “Basta o tempo começar a fechar que a gente já perde o sossego. Quando chove, ficamos a noite toda acordados, olhando as crianças e os móveis”, explicou o pedreiro.

Cleide mostra roupas destruídas pela enxurrada que invadiu sua casa ontem (Foto: Renan Nucci)Cleide mostra roupas destruídas pela enxurrada que invadiu sua casa ontem (Foto: Renan Nucci)

Quem também sofreu foi Nice Cleide de Jesus Souza, 35 anos, que mora em um casebre com as duas filhas, de sete e 12 anos, e o irmão de 30 anos, bem atrás do córrego. A mulher perdeu sofá, roupas, eletrodomésticos e comida, e disse que já não aguenta mais esperar pela casa que recebeu no conjunto residencial nas Moreninhas 4, assim como o casal de vizinhos Andreia e Ademilson.

“Não vejo a hora de entrarem em contato comigo para me tirarem daqui. Não estou mais aguentando. Está tão difícil ter as coisas, e quando conseguimos, basta uma chuva para encher o córrego e acabar com tudo”, disse a mulher, mostrando as camas encharcadas e as roupas encardidas de barro.

O cenário era o mesmo em outras casas das proximidades. Lucie Gomes, 49 anos, teve sua residência invadida pela enxurrada, mas os prejuízos não foram muitos. Já sua sobrinha, uma jovem de 27 anos que morava no mesmo quintal  abandonou o barraco depois de mais este transtorno. “Ela foi pra casa de parentes, pois não dava pra ficar aqui com a filha, correndo risco até de contrair doenças por causa da sujeira que água traz”, comentou Lucie. Todos os moradores que conversaram com a reportagem disseram que já foram beneficiados com as casas no residencial das Moreninhas, no entanto, eles ainda não foram informados sobre a data das mudanças.



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