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Campo Grande, Segunda-feira, 15 de Outubro de 2018

27/09/2018 16:37

Vítimas de incêndio que matou menina de 3 anos continuam internadas

As duas mulheres e uma adolescente de 11 anos permanecem em observação devido a grande quantidade de fumaça inalada

Geisy Garnes
Incêndio aconteceu em uma casa do Bairro Center Park (Foto: Simão Nogueira)Incêndio aconteceu em uma casa do Bairro Center Park (Foto: Simão Nogueira)

As três vítimas do incêndio, que resultou na morte de uma menina de 3 anos na manhã desta quinta-feira (27), permanecem internadas da Santa Casa de Campo Grande. Segundo a assessoria do hospital, além das queimaduras, as pacientes inalaram grande quantidade de fumaça e por isso estão em observação.

Conforme informações médicas, as pacientes são avaliadas constantemente em virtude fumaça inalada durante o incêndio. Elas passam por exames clínicos, raio-x e tomografia, para monitorar o surgimento de qualquer tipo de infecção nos brônquios e também avaliar a resposta ao tratamento.

Caso clínico mais grave é o da mãe da criança, Patrícia Ximenes de Araújo, de 29 anos. Ela sofreu queimaduras de 2º grau no rosto, nas mãos, pés e também vias aéreas e por isso está na área vermelha do hospital, sendo avaliada por equipes da cirurgia plástica.

Por conta da grande quantidade de fumaça que inalou, Patrícia ainda usa uma máscara de venturi, para auxiliar na respiração. Ainda assim está consciente e seu quadro de saúde é considerado estável.

A pastora Rosemeire Aparecida de Melo, dona da casa, também está “estável e comunicativa” e se recupera na área verde do pronto-socorro. Ela sofreu queimaduras de 1° grau no rosto e pescoço. A filha da mulher, identificada como Roseimeire Vida Alves, de 11 anos, também sofreu queimadura de 1º grau e está na pronto-socorro.

Menina foi socorrida, mas não resistiu (Foto: Simão Nogueira)Menina foi socorrida, mas não resistiu (Foto: Simão Nogueira)

O incêndio - Segundo informações de testemunhas, Patrícia e a filha, Nicole de Araújo, de 3 anos, dormiam na casa da pastora para após uma cirurgia.

O incêndio, segundo o Corpo de Bombeiros, começou na sala por volta das 7h30. O primeiro socorro veio dos vizinhos. “Quando pulei e estourei o cadeado do portão, a mãe gritava desesperada, que a criança ainda estava dentro da casa. Como o fogo estava muito alto, não conseguimos entrar”, contou o corretor de imóveis Silvio Haikawa, que pulou o muro para tentar ajudar.

O socorro de Nicole foi feito pelo sargento do Corpo de Bombeiros Teodolo Pádua Sobrinho, pouco depois. Ele contou assim que soube que havia uma criança ferida, entrou na casa sem equipamento para tentar salvá-la. No entanto, a menina foi encontrada inconsciente ao lado de uma cama.

Emocionado, o militar lembrou que em um primeiro momento não encontrou a criança no primeiro quarto da casa, onde as moradoras afirmaram que elas estava. A menina foi encontrada no cômodo ao lado, caída ao lado da cama, já inconsciente. Ela foi retirada e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) acionado.

Foram 30 minutos tentando reanimar a criança, que não resistiu. O incêndio se concentrou, principalmente, em dois dos três quartos e na sala de televisão. A casa segundo os Bombeiros estava sem energia e um fio de "gato" foi localizado no local. Um vela também foi encontrada na sala.

O caso é investigado pela 2ª Delegacia de Polícia Civil. Segundo delegado Antenor Batista da Silva Júnior, a polícia trabalha com de 50% de chance de que o incêndio tenha sido causado por uma pane elétrica. Outras hipóteses também foram levantadas no local, e segundo o delegado serão investigadas.



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