“Você sabe se vai demorar?”: falso pedido de lanche era grito por socorro
Vítima ligou para o 153 da GCM em busca de ajuda e escapou do agressor em Campo Grande
Áudio de apenas 42 segundos, obtido com exclusividade pelo Campo Grande News, mostra como uma mulher vítima de violência doméstica encontrou, em meio ao medo, uma maneira discreta de pedir ajuda.
RESUMO
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Uma mulher vítima de violência doméstica em Campo Grande usou um código disfarçado para pedir socorro à GCM pelo telefone 153, simulando um pedido de lanche. O atendente percebeu a situação e enviou uma viatura ao local, onde a vítima foi encontrada com os três filhos. O agressor, ex-companheiro com medida protetiva vigente, havia fugido antes da chegada dos guardas e não foi localizado.
Sem poder dizer diretamente o que estava acontecendo, ela ligou para o 153, telefone de emergência da GCM (Guarda Civil Metropolitana), e fingiu falar sobre um pedido de lanche. Para preservar a identidade da vítima, a voz dela foi alterada.
A ligação aconteceu na noite de sexta-feira (8), em Campo Grande. Do outro lado da linha, o atendente inicia o protocolo normalmente.
“Guarda Civil Metropolitana, qual é a emergência?”, pergunta o servidor.
Com a voz controlada, a mulher responde: “Moço, eu tenho a encomenda de uns lanches”.
O guarda estranha a frase e reage: “Oi?”
Ela então continua: “Você sabe se vai demorar?”
Foi nesse momento que o atendente percebeu que o suposto pedido de comida escondia, na verdade, um pedido de ajuda. Sem levantar suspeitas, ele começou a pedir o endereço da vítima, que informou o nome da rua e o bairro. Para preservar a segurança da mulher e evitar qualquer possibilidade de identificação, a reportagem optou por não divulgar a região onde ela mora.
A viatura foi enviada imediatamente ao local. Segundo a GCM, a mulher foi encontrada apavorada dentro de casa, ao lado dos três filhos. O ex-companheiro, apontado como autor das ameaças, havia deixado a residência poucos minutos antes da chegada da equipe.
De acordo com a Guarda, a vítima já possui medida protetiva de urgência contra o suspeito. Os agentes fizeram buscas em pontos indicados por ela, incluindo um posto de combustíveis próximo e ruas da região, mas o homem não foi localizado.
Depois das buscas, os guardas retornaram à casa da vítima para orientar sobre medidas de segurança e reforçaram que ela deve acionar imediatamente a Guarda Civil Metropolitana pelo 153 ou a Polícia Militar pelo 190 caso o ex-companheiro volte a se aproximar.
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A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciada.
Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.

