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Capital

Volta às aulas coincide com onda de frio e crianças tendem a ficar mais doentes

Por Paula Maciulevicius Brasil | 28/07/2021 10:05
Crianças acabaram de voltar às aulas presenciais na rede municipal e já vão se deparar com frio. (Foto: Paulo Francis)
Crianças acabaram de voltar às aulas presenciais na rede municipal e já vão se deparar com frio. (Foto: Paulo Francis)

Depois de quase um ano e meio com os filhos em casa, o retorno de crianças à escola traz à tona doenças pelo convívio. Na semana em que a rede municipal voltou com as aulas presenciais, uma nova onda de frio derrubou as temperaturas na Capital. É preciso que os pais fiquem atentos aos sintomas e, se for algo persistente, levar o pequeno ao pediatra.

Médica pediatra, Gabriela Paro Elias Marin explica que uma criança que não vai à escola pode ter de quatro a oito infecções variadas por ano, enquanto aquela que vai chega a ter de oito a 12, ou seja, em média uma por mês.

"Isso acontece porque as crianças levam suas próprias floras virais, bacterianas e fúngicas consigo, mas ao entrarem em contato com outras crianças essas floras são trocadas umas com as outras, levando a sintomas de infecções", explica.

Aferição de temperatura é regra para entrar na escola e criança que tiver febre precisa ficar em casa. (Foto: Henrique Kawaminami)
Aferição de temperatura é regra para entrar na escola e criança que tiver febre precisa ficar em casa. (Foto: Henrique Kawaminami)

Os sintomas nada mais são do que o corpo reagindo a um agente infeccioso com o qual aquela pessoa nunca teve contato, criando assim uma imunidade.

"É normal que tenhamos mais vírus circulando entre as crianças e, com isso, é provável que elas tenham mais sintomas, como coriza, tosse, espirros e diarreia", simplifica a médica pediatra Gabriela Paro Elias Marin.

Juntando volta às aulas mais baixa umidade relativa do ar e ainda o frio, a pediatra fala que as crianças tendem a ficar mais doentes mesmo, especialmente aquelas com predisposição a terem alergias.

"Por isso, os pais devem se atentar e, caso a criança apresente sintomas mais graves, como febres altas, persistentes e prostração, ela deve ser afastada da escola e, obrigatoriamente, ser levada ao pediatra", enfatiza.

Na consulta médica pode ser que o pediatra receite medicações em casos específicos para aumentar a imunidade das crianças, mas, segundo a especialista, o mais importante são os cuidados diários. "Manter uma alimentação, vacinas em dia, higiene pessoal adequada e realizar limpeza nasal diária, principalmente antes de ir e quando retornar da escola. Isso evita que muitas infecções se instalem", diz.

Área de isolamento em escola para deixar crianças que tiverem sintomas gripais longe do convívio até os pais virem buscar. (Foto: Henrique Kawaminami)
Área de isolamento em escola para deixar crianças que tiverem sintomas gripais longe do convívio até os pais virem buscar. (Foto: Henrique Kawaminami)

Nas escolas - A Semed (Secretaria Municipal de Educação) orientou para as escolas suspenderem aulas na turma que tiver três casos de covid. Se a doença se espalhar por outras salas, a aula presencial será suspensa em toda as salas.

As escolas terão espaço de isolamento para retirar a criança que tossir, espirrar ou apresentar febre e coriza e mantê-la fora do contato com os demais colegas até o pai vir buscar.

O retorno das crianças que tiverem covid-19 deve ser feito após o período de 14 dias ou mediante teste negativo.

A previsão da meteorologia é de que as temperaturas só começam a subir no domingo.

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