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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

18/02/2015 18:54

Casal homoafetivo pode ser chamado de família, defende Dom Dimas

Arcebispo não considera nem a união homoafetiva e nem a estável matrimônio

Juliene Katayama e Aline dos Santos
Dom Dimas também cobra do Estado criar estrutura para salvar as famílias (Foto: Alcides Neto)Dom Dimas também cobra do Estado criar estrutura para salvar as famílias (Foto: Alcides Neto)

Diante das maneiras como os lares estão sendo constituídos nos dias de hoje, o arcebispo Dom Dimas Lara Barbosa defende o casal homoafetivo como família com algumas restrições. Apesar de demonstrar abertura para o tema, ainda não enquadra a união de duas pessoas do mesmo sexo no sacramento do matrimônio.

“Se existe um casal homoafetivo que vive a fidelidade, o amor, o respeito, no sentido mais amplo pode ser chamado família, mas não é o sacramento do matrimonio”, afirmou Dom Dimas no lançamento da Campanha da Fraternidade para fortalecer a Pastoral da Criança.

O arcebispo critica a condução que o Congresso tem dado em relação às relações homoafetivas por causa de um projeto de lei no Senado para criminalizar a homofobia, “mas era de um teor tão agressivo”.

“Se eu tenho um seminarista e ele arranja uma namorada, e eu desligo porque não vive o celibato, eu posso ser chamado de retrógrado. Mas se eu descubro que aquele seminarista está namorando um rapaz e tendo relações homossexuais, e eu o mando embora porque ele não estaria vivenciando o celibato e a castidade, eu poderia ser preso”, exemplificou o arcebispo.

Dom Dimas disse ainda que apenas a união estável entre homem e mulher não é a mesma situação da união homoafetiva, ou seja, não é considerada matrimônio. “União estável de um homem e uma mulher com vista a constituição da prole, portanto, no atual estado de reflexão, não damos nome de matrimônio. A união homofeativa, não é propriamente matrimônio”, ressaltou.

Aborto – Dom Dimas defende a criação da Secretaria da Família para tratar de assuntos como o aborto. Na opinião dele, “o serviço público precisa de estrutura para salvar a vida das pessoas”. “Não aborta porque quer. Muitas fazem por pressão, pressão do namorado, dos pais, avós: ou tira a criança ou não entra em casa”, finalizou.



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