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13/07/2013 21:57

Centrais avisam que pode haver nova mobilização em agosto

Flávia Albuquerque, da Agência Brasil

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, classificou de "históricas" as manifestações de ontem (11), Dia Nacional de Luta. Segundo Paulinho, a mobilização organizada pelas centrais sindicais foi um sucesso por ter conseguido reunir milhares de pessoas nas principais cidades do país.

Para ele, a grande participação popular mostrou a importância do movimento sindical para a defesa dos direitos dos trabalhadores. No entanto, os sindicalistas informaram que outro dia nacional de paralisações pode ocorrer no fim de agosto, se não houver avanços na pauta de reivindicações.

“Milhares de trabalhadores paralisaram suas atividades, outros tantos não foram trabalhar. Houve paralisações em atividades nas quais não esperávamos paralisação. [O movimento] foi muito importante para divulgar uma pauta histórica dos trabalhadores, porque muitas vezes não conseguimos alcançar o Brasil inteiro”, disse o líder sindical.

Na reunião em que foi feito um balanço sobre o Dia Nacional de Luta, os sindicalistas disseram que, após o sucesso das manifestações, as oito centrais sindicais reforçarão a pauta de reivindicações, que inclui o fim do fator previdenciário, redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, reajuste digno para os aposentados, mais investimentos na saúde e educação, transporte público de qualidade, fim do Projeto de Lei 4.330, que amplia a terceirização, reforma agrária e fim dos leilões do petróleo.

As manifestações foram organizadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central Geral dos Trabalhadores (CGTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Intersindical, Central Sindical Popular (Conlutas), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). A pauta de reivindicações foi elaborada pelos sindicatos em junho de 2010 e, desde então, vem sendo defendida por eles.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, criticou as multas aplicadas pela Justiça Federal às centrais sindicais pelas interdições de estradas. “O interdito proibitório, que foi um instrumento criado para discutir as divergências em relação à propriedade privada, agora é usado para impedir que o movimento sindical se aproxime dos trabalhadores para fazer seu papel de convencimento político e de representação.

Recebemos quase R$ 1 milhão em multas devido à atividade de ontem, que foi extremamente democrática, pacífica e ordeira. Isso é para inviabilizar o movimento sindical e impedir que os trabalhadores tenham direito de mobilização”, disse Freitas.

As centrais planejam ainda atividades intermediárias até o dia 30 de agosto, como reuniões com os presidentes dos sindicatos, do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior do Trabalho para tratar do chamado interdito proibitório, que determina a proibição da livre organização sindical imposta por empregadores. Estão previstos ainda atos para pressionar as empresas a agir para que a o Projeto de Lei 4.330 não seja aprovado.

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Olha a DIREITA tentando voltar ao poder.
 
paulo cesar em 14/07/2013 14:21:25
Não venha com essa "Força Sindical", esses eternos pelegos não me enganam mais. Só depois que todos nós fomos pra rua espontaneamente pra protestar contra o governo que eles apoiam, tentam pegar carona nessa onda. Rssss pagar multas....
 
Carlos Lamarca em 14/07/2013 12:16:18
Até as capivaras e araras canindés sabem que o PT aparelhou, transformou em "aparelhos", (que eram as casas e apartamentos alugados como esconderijo da "luta armada"), tanto a UNE quanto as centrais sindicais, portanto, hoje sem autenticidade. Usam cabresto ideológico de um pensamento que foi fracassado e odiado onde quer que tenha se estabelecido. Por último, arruinaram a Venezuela. Estão agora querendo pegar o bonde, atrasados, no reboque das manifestações que repudiam tudo aquilo de ruim que os três últimos governos deram continuidade e aperfeiçoaram de ruindade. Estão aí , virginalmente, como se nada tivessem a ver com o peixe. Conta outra, vai!
 
Valfrido M. Chaves em 14/07/2013 07:56:53
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