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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

25/04/2017 08:08

Chuva diminui, mas água ainda é entrave em lentidão de obra na Euler

Nos três primeiros meses de 2016 choveu 762,4 milímetros em Campo Grande, no mesmo período deste ano foram 559,9

Yarima Mecchi
Motoniveladora em obra de duplicação da Avenida Euler de Azevedo. (Foto: Marcos Ermínio)Motoniveladora em obra de duplicação da Avenida Euler de Azevedo. (Foto: Marcos Ermínio)

As chuvas diminuíram em 2017, mas são argumento para a lentidão na obra de duplicação da Avenida Euler de Azevedo. De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) nos três primeiros meses de 2016 choveu 762,4 milímetros em Campo Grande, sendo que no mesmo período deste ano foram 559,9. São 202,5 mm a menos.

Lançada em 27 julho de 2016 a obra tem previsão de um ano para ficar pronta, mas após nove meses em alguns trechos as máquinas ainda não chegaram. A Agesul (Agencia Estadual de Gestão de Empreendimentos) garante que a duplicação será entregue no prazo.

Por meio da assessoria de imprensa, a Agesul assume que a obra atrasou, mas agora vai 'correr contra o tempo' para garantir que o prazo seja cumprido. O principal problema foi na parte de pavimentação da via. "Ainda não se fala em adiar a entrega", disse a assessoria.

O projeto tem como objetivo duplicar a avenida do entroncamento com a Avenida Presidente Vargas, perímetro urbano de Campo Grande, até o anel rodoviário (setor oeste).

Funcionários afirmam que cada dia que chove na região oeste de Campo Grande, e atinge a obra de duplicação da Avenida Euler de Azevedo, são cinco dias de obra parada. Antes de continuar com o projeto os funcionários precisam que o solo fique seco.

No trecho após o Detran (Departamento de Trânsito do Estado) havia água acumulada na terra que serve de base para o asfalto, cerca de 15 pessoas trabalhavam no local para fazer uma canaleta e escoar a poça que se formou.

"Vamos fazer uma canaleta para escoar a água e secar o solo mais rápido. Se não chover vamos entregar a tempo, mas tem previsão de chuva para quarta-feira", lamentou um funcionário da obra que não quis se identificar.

Trecho estava sendo nivelado nesta segunda-feira. (Foto: Marcos Ermínio)Trecho estava sendo nivelado nesta segunda-feira. (Foto: Marcos Ermínio)
Carros na Avenida Euler de Azevedo. (Foto: Marcos Ermínio)Carros na Avenida Euler de Azevedo. (Foto: Marcos Ermínio)

De acordo com o operador de motoniveladora, Antônio Santos, para conseguir passar a massa asfáltica é preciso que a terra esteja bem compactada e seca no solo, exatamente o que a chuva não deixa.

"Tem dias que passo a máquina 45 vezes no mesmo lugar. Fazer asfalto é muito caro, a máquina gasta 400 litros de óleo diesel e tem que ficar passando no mesmo lugar para compactar", afirma.

Nesta segunda-feira (24) a movimentação das máquinas começava na Rua Milton Insuela Pereira e seguia até Avenida José Barbosa Rodrigues. O frentista do posto de gasolina que fica no entroncamento com a Avenida Presidente Vargas, Fernando Souza Peres, de 23 anos, disse que há quatro meses as máquinas estavam paradas.

"Fica difícil assim, a avenida é mal sinalizada. Eu moro no José Pereira e venho de bicicleta para trabalhar e é ruim vim pela avenida. Eu venho por dentro do bairro", destacou.

Ao longo do trecho do projeto de duplicação falta sinalização horizontal. As máquinas dividem espaços com caminhões, carros de passeio, pedestres e ciclistas.

A gerente administrativa, Flávia Lopes, de 38 anos, trabalha há 13 meses na frente da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul).


"Cheguei antes da obra começar. É muito perigoso, no começo tinha acidente. Os motoristas ficam perdido com os desvios e os estudantes sofrem para atravessar. As carretas, principalmente, não param, mesmo estando na faixa de pedestre, que está quase apagada", reclama.

Frentista, Fernando Souza Peres. (Foto: Marcos Ermínio)Frentista, Fernando Souza Peres. (Foto: Marcos Ermínio)
Máquinas ainda não chegaram em trecho próximo a Avenida Presidente Vargas. (Foto: Marcos Ermíno)Máquinas ainda não chegaram em trecho próximo a Avenida Presidente Vargas. (Foto: Marcos Ermíno)

Na frente da entrada que dá acesso a cachoeira do Inferninho, os funcionários estavam fazendo uma canaleta que vai ajudar na drenagem da pista. "A água vem pela rede de drenagem que está sendo feita e daqui vai para um córrego que tem próximo", relatou outro funcionário que não quis se identificar.

Obra - O projeto foi inicialmente orçado em R$ 14,7 milhões, mas mudança na parte de drenagem fez com que o Governo de Mato Grosso do Sul aumentasse em R$ 1,3 milhão o contrato com a São Luiz S/A, empresa que ganhou a licitação para fazer a obra. Com o aditivo o preço saltou para R$ 16 milhões.




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