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Campo Grande, Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2019

01/07/2011 13:40

Comércio só pode vender plugues e tomadas do novo padrão

Luana Lourenço, da Agência Brasil

O novo Padrão Brasileiro de Plugues e Tomadas entrou em vigor hoje (1°). A partir de agora, os plugues, vendidos isoladamente ou em aparelhos eletroeletrônicos expostos no mercado brasileiro, só poderão ser de dois tipos: com dois ou três pinos redondos.

De acordo com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), antes da padronização, que começou a ser implementada em 2000, havia pelo menos 12 tipos de plugues e oito tipos de tomadas diferentes no mercado.

Em balanço de fiscalizações recentes, divulgado esta semana, o Inmetro não identificou abuso de preços ou desabastecimento de mercado com a substituição das peças e registrou um índice de irregularidades abaixo de 5%, que é o percentual máximo tolerado pelo órgão. A multa para casos de produção ou venda de produtos fora do novo padrão, a partir de hoje (1°), pode variar de R$ 100 a R$ 1,5 milhão.

Gerente de uma loja de produtos elétricos em Brasília Eustáquio Silva diz que a procura pelos novos equipamentos tem sido grande, mas que os consumidores ainda reclamam da mudança de padrão e do custo da adaptação. “A mudança de todas as tomadas de uma casa pode chegar a R$ 600”, calcula.

A principal mudança é a entrada definitiva no mercado dos plugues de três pinos, que são utilizados em aparelhos que necessitam de aterramento. O terceiro pino faz o papel do fio terra. A função do terceiro pino, segundo o Inmetro, é evitar que o consumidor sofra um choque elétrico ao ligar aparelhos que estejam em curto-circuito. “A ideia era estimular o aterramento, mas nem todo mundo está fazendo. Na maioria dos casos, as pessoas estão trocando só os espelhos (parte externa das tomadas), sem mexer na fiação”, avalia Silva.

O dentista Eduardo Abigalil está substituindo gradativamente as tomadas de casa e do consultório e não alterou a fiação para incluir o fio terra em todos os pontos. Apesar do custo, Abigalil considera a mudança positiva, pela segurança do novo padrão. “Se é para ter mais segurança, vale a pena mudar.”

Além da redução do risco de choques, o novo formato permite contato mais eficiente entre a tomada e os aparelhos, evitando desperdício de energia, segundo o Inmetro.

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