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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

17/12/2013 17:18

Conflitos indígenas inibem desenvolvimento e afastam indústrias, diz Famasul

Filipe Prado
O presidente da Famasul comenta que por conta dos conflitos, as indústrias não investem no estado (Foto: Marcos Ermínio)O presidente da Famasul comenta que por conta dos conflitos, as indústrias não investem no estado (Foto: Marcos Ermínio)

Produtores do Mato Grosso do Sul esperam uma resolução para os conflitos indígenas, causados pela briga por terras. O presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Eduardo Corrêa Riedel, afirma que os conflitos afastaram o investimento de indústrias no estado.

“Houve mais perdas do que ganhos, por conta dos conflitos”, relata o presidente. Ele conta que muitas indústrias não querem investir no estado. “Os índios têm uma posição, os produtores outra, que acaba se resumindo em conflito, refletindo na imagem do estado, com isso muitas indústrias não investem no estado”, afirma.

Riedel comenta que o Governo Federal fez um compromisso com eles para que os conflitos sejam solucionados até o começo do ano. “Temos uma expectativa de que o Governo Federal cumpra com o compromisso e comecemos o ano bem”, relata.

São cerca de 80 áreas invadidas por indígenas em Mato Grosso do Sul. O presidente da Famasul explica que ainda não sabe o que será feito com o pedido de reintegração de posse, das terras de Japorã, após a ameaça de suicídio coletivo. “Ainda está em discussão, não sei o que irá acontecer, vamos esperar ser concluído. Temos a expectativa que eles cumpram com a decisão”.

Ele comenta que essa ação dos indígenas não deveria ser levada em conta, na hora da decisão do juiz. “Isso é um instrumento de pressão, e a justiça não trabalho com pressão. Não é um quem grita mais pode mais. Espero que a decisão seja feita em âmbito político”, comenta o Eduardo.

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O Estado do MS não pode ficar refém deste caos. É mais do que hora de pressionar quem deve e pode agir no sentido de chegar a uma solução razoável. Sem desprezar direitos de quem quer que seja, sem agir com cinismo ou demagogia. O governo tem que ser adulto e enfrentar as situações e não empurrar as demandas pra debaixo do tapete.
 
Mônica Corrêa em 18/12/2013 12:12:50
É lamentavel que o Sr. pense assim Presidente, pois se fosse seu filho que estivesse morando no mato esperando saude e educação como cidadão as coisas não seriam assim.
 
Daniela Fialho em 18/12/2013 08:39:38
O fato e que aonde existe pecuarista nao ha desenvolvimento basta olhar para Tres Lagoas
So progrediu porque largou o ciclo de produtores rurais apontando os rumos da cidade.
 
Leonardo Bedin em 17/12/2013 18:09:20
Pois é Sr. Ridel, antes de V. Sa. postar a sua informação as 14,56 hs, este valoroso jornal, ja postava informação de que o TRF suspendeu a reintegração de posse de Japorã, so falta nos fazendeiros tambem ameaçar ou cometer de fato suicídio coletivo, para que possamos ter a questão resolvida pelo Governo Federal. Motivos não nos falta para tal barbarie. NÃO É.
 
diogenes domingues em 17/12/2013 18:03:38
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