A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

31/01/2014 23:18

Conselho repudia redução de aulas de Educação Física em escolas de MS

Vinícius Squinelo

O Conselho Regional de Educação Física emitiu um comunicado, repudiando a redução da carga horária da matéria nas escolas públicas de Mato Grosso do Sul.

A resolução da Secretaria de Estado de Educação que reduz a carga horária de Educação Física nas escolas públicas de Mato Grosso do Sul foi publicada na edição do dia 24 deste mês, no Diário Oficial do Estado.

Com a mudança, os estudantes do 1º ao 5º passarão a ter somente duas aulas semanais. Antes da resolução, os alunos participavam de três aulas por semana. O CREF11/MS-MT (Conselho Regional de Educação Física da 11ª Região/ MS-MT) repudia a decisão da SED e enviará um ofício a Secretaria advertindo a mudança.

“A atividade física ajuda no desenvolvimento motor, intelectual e cognitivo. Essa mudança pode ser considerada um retrocesso, pois atinge justamente a fase em que a criança está em desenvolvimento e mais precisa das aulas de Educação Física”, explica o presidente do CREF11/MS-MT, Ubiratam Brito de Mello.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde em 2013, Campo Grande é a capital que possui a maior quantidade de pessoas com excesso de peso (58,3%), seguida por Porto Alegre (54,1%) e Rio Branco (53,9%). A capital com mais obesos é Rio Branco (21,3%), seguida por Natal (21,2%) e Campo Grande (21%).

“A decisão vai na contra mão da via. Deveriam estar sendo desenvolvidas políticas públicas para combater a obesidade e não diminuir a atividades física. Hoje temos muitas crianças acima do peso e a atividade física escolar é um importante aliado para reverter esse índice” , ressalta a conselheira do CREF11/MS-MT, Marilena Giácomo.

Sessenta minutos de atividades físicas por dia. É o que recomenda um estudo do Departamento de Saúde e Serviços Humanos americano quando o assunto é a redução dos índices de obesidade infantojuvenil. Intitulado de Physical Activity Guidelines for Americans, o documento revela que não seguir essa recomendação pode comprometer a saúde desse público e seu bem-estar ao longo da vida.

Indenizações por morte no trânsito crescem 24% em relação a 2016
O número de indenizações pagas pelo Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Seguro Dpvat) entre janeiro e novemb...
ANS regulamenta novas regras de compartilhamento para planos de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou duas resoluções normativas na tentativa de dar mais segurança e estabilidade ao mercado de pla...
UFMS recebe inscrições para vários cursos no Vestibular 2018
A UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) segue com inscrições abertas para o Vestibular 2018, que selecionará alunos para cursos de gradua...


A atitude tomada pelo gestor "GOVERNADOR" é sem dúvida um retrocesso.
Vejo que a única atitude a ser tomada contra tal barbárie é entrar na Justiça.
Fico no aguardo pois acredito que o Conselho Regional é muito competente e tomará as medidas necessárias.
ASS: Maicom Thomaz
CREF:004919 G/MS
 
Maicom Thomaz em 03/02/2014 20:54:24
Não é por ser “brincadeira” que não seja importante. As aulas vão além dos nossos olhos, trabalham de forma lúdica as relações, as emoções fundamentais para a formação integral do educando. Valores pontuados no PCN de Educação Física: “Nos jogos, ao interagirem com os adversários, os alunos podem desenvolver o respeito mútuo, buscando participar de forma leal e não violenta. (...) Principalmente nos jogos, em que é fundamental que se trabalhe em equipe, a solidariedade pode ser exercida e valorizada. Em relação à postura diante do adversário podem-se desenvolver atitudes de solidariedade e dignidade, nos momentos em que, por exemplo, quem ganha é capaz de não provocar e não humilhar, e quem perde pode reconhecer a vitória dos outros sem se sentir humilhado".
 
SUZANA SOARES DE LIMA E SILVA em 01/02/2014 17:48:59
Na realidade, nem todas as crianças que estudam na rede pública da SED tem condições de participarem de programas específicos, aulas em academias ou treinamentos, que seria realmente o ideal no combate e na prevenção da obesidade numa sociedade que brinca cada vez menos, que aprisionam suas crianças em casa sob os cuidados da televisão por medo da violência urbana. Muitas tem nas aulas de educação física escolar esse momento, aulas que não são apenas físicas...
 
Suzana Soares de Lima e Silva em 01/02/2014 17:38:04
Mas que retrocesso é esse, estamos voltando a idade média como umas cabeças "iluminada" da sed toma uma resolução dessa? será que eles não se informam não sabem que a obesidade infantil já está se tornando uma ameaça de saúde pública e uma das causas é o sedentarismo...Que incompetência é essa meu Deus!!!!
 
sergio cortez gimenez em 01/02/2014 10:55:04
Vários pontos merecem atenção e melhor reflexão na reportagem. Quais sejam:
TEXTO DA REPORTAGEM: "A atividade física ajuda no desenvolvimento motor, intelectual e cognitivo. Essa mudança pode ser considerada um retrocesso, pois atinge justamente a fase em que a criança está em desenvolvimento e mais precisa das aulas".
PRIMEIRO - Para realizar atividade física qualquer um pode fazer, não precisa ter estudado tanto para. Aliás, se o motivo for esse é bom que a Educação Física não fique é com nenhuma aula, porque atividade física por atividade física os alunos podem fazer em qualquer outro lugar, até mesmo quanto vão comer....
 
JUNIOR VAGNER PEREIRA DA SILVA em 01/02/2014 10:17:21
Parece-me que entender a EDUCAÇÃO FÍSICA como a responsável para sanar o problema da obesidade seria atribui a função de acabar com a pobreza ao professor a MATEMÁTICA.
Cabe realce que a Educação Física é um componente curricular obrigatório da Educação Básica, facultativo ao aluno conforme prerrogativas da norma legal, o que deve ser exigido, caso descumprido por via legal. Além de direito, para ficarmos apenas em um conteúdo, sua função é trabalhar o esporte, um dos principais fenômenos do século XX, em suas diferentes perspectivas - política, sociológica, econômica -, buscando mostrar o outro lado da moeda que a indústria cultural não apresenta. Ela deve ser o contraponto do senso comum. Para tanto não deve se pautar no sensu comum, como evidenciado na reportagem, mas na práxis.
 
JUNIOR VAGNER PEREIRA DA SILVA em 01/02/2014 10:13:33
QUARTO
Vejo que justificativas como as apresentadas na reportagem, ao buscar legitimar a Educação Física, além de temerosos, pois parte de autoridades que "representam a área", exercem efeitos colaterais coesivos, visto que a mesma não tem guarida em nenhuma fundamentação teórica, seja ela no âmbito do conhecimento fisiológico, sociológico, epistemológico ou legal.
 
JUNIOR VAGNER PEREIRA DA SILVA em 01/02/2014 10:10:07
TERCEIRO
Se ainda fosse causada única e exclusivamente pela inatividade física e sedentarismo, apenas a Educação Física na escola não resolveria os problemas, pois conforme investigações empíricas têm demonstrado, a vida fisicamente inativa é condicionada por fatores ambientais (existência de espaços apropriados, beleza estética destes espaços, localização, tipos de programação de exercícios físicos oferecidos), econômicas (falta de recursos para frequentar uma academia, falta de recursos para condução) e pessoas (falta de tempo, principalmente). Como diria Pierre Bourdieu, trata de criar não apenas um habitus na pessoas, mas também um habitus naqueles que estão a frente das políticas públicas.
 
JUNIOR VAGNER PEREIRA DA SILVA em 01/02/2014 10:09:40
SEGUNDO:
TEXTO DA REPORTAGEM: "De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde em 2013, Campo Grande é a capital que possui a maior quantidade de pessoas com excesso de peso (58,3%), seguida por Porto Alegre (54,1%) e Rio Branco (53,9%). A capital com mais obesos é Rio Branco (21,3%), seguida por Natal (21,2%) e Campo Grande (21%)".
A obesidade é um problema multicausal, não esta relacionado tão-somente a inatividade física e sedentarismo, mas a diversos outros fatores. Ainda que assim fosse, as aulas de educação física não oferecem tempo, intensidade e frequência suficiente para o tão esperado e propagado benefícios a prevenção do excesso de peso.

 
JUNIOR VAGNER PEREIRA DA SILVA em 01/02/2014 10:09:00
A matéria em tela necessita de questionamentos, pois as alegações para manutenção da Educação Física no âmbito escolar se mostram bastante infelizes, as quais gostaria de provocá-las por parte.
TEXTO DA REPORTAGEM: "A atividade física ajuda no desenvolvimento motor, intelectual e cognitivo. Essa mudança pode ser considerada um retrocesso, pois atinge justamente a fase em que a criança está em desenvolvimento e mais precisa das aulas".
POIS BEM!!! MUITA CALMA NESTA HORA... Primeiro, para realizar atividade física qualquer um pode fazer, não precisa ter estudado tanto para. Aliás, se o motivo for esse é bom que a Educação Física não fique é com nenhuma aula, porque atividade física por atividade física os alunos podem fazer em qualquer outro lugar, até mesmo quanto vão comer....

 
JUNIOR VAGNER PEREIRA DA SILVA em 01/02/2014 10:06:55
SOMENTE UM OFÍCIO SERÁ ENVIADO? SERÁ QUE NÃO SE PODE TOMAR OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
 
NELSON TORRES em 01/02/2014 00:15:09
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions