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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

06/06/2015 15:59

Corpo foi desovado em rio e estava enroscado em galhos, diz testemunha

Michel Faustino e Renata Volpe Haddad, de Ribas do Rio Pardo
Segundo a testemunha, o corpo de Isis estava enroscado em galhos no meio de rio na região de Rio Pardo. (Foto: Fernando Antunes)Segundo a testemunha, o corpo de Isis estava enroscado em galhos no meio de rio na região de Rio Pardo. (Foto: Fernando Antunes)

O corpo de Isis Caroline da Silva Santos, 20 anos, desaparecida há cinco dias, foi encontrado enroscado em galhos em um rio situado a 6 quilômetros do posto de combustíveis Mutum, na região de Ribas do Rio Pardo, distante 103 quilômetros de Campo Grande.

As informações são do frentista Rogério Antônio de Castro, 56 anos, funcionário do local, que falou com exclusividade ao Campo Grande News na tarde deste sábado (06).

Rogério diz que presenciou o momento em que os policiais realizaram as buscas na região, e inclusive, teriam lhe perguntado a localização exata do rio, que segundo ele, só é frequentado por moradores da região.

“Quem trouxe esse corpo pra cá deve frequentar a cidade ou ter morado aqui já, porque é de difícil acesso e quase ninguém vai lá porque é muito sujo”, disse.

De acordo com delegado da 5ª Delegacia de Polícia Civil, Jairo Carlos Mendes, a polícia descobriu ontem a noite que a mulher estava morta. No momento, o caso está sendo conduzido pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

Conforme informações da polícia, foi o próprio Alex que informou onde havia deixado o corpo da ex-mulher. “A gente já estava tratando o desaparecimento dela como homicídio, por causa do histórico de agressões que ela vinha sofrendo do marido”, explicou. Ainda não se sabe como a vítima foi morta.

O caso - Isis Caroline estava desaparecida desde a última segunda-feira (1) e o caso veio à tona um dia depois, quando a Polícia foi acionada para investigar o abandono das duas filhas da mulher, uma de 3 e outra de 6 anos. As duas crianças foram encontradas pela vizinha da família e tia das meninas, Silvana da Silva Barino, 32 anos.

Segunda ela, a vítima saiu na segunda-feira (1º) para ir ao mercado e não voltou mais. A partir daí, Alex passou a ser o principal suspeito pelo desaparecimento. Em agosto de 2014, Isis Caroline foi estuprada, torturada e mantida em cárcere privado pelo ex-companheiro, em Três Lagoas, cidade onde morava até o fim do ano passado.

Na época, o homem foi preso em flagrante, por que ela o convenceu de que as pessoas iriam desconfiar do ocorrido, já que ele raspou a cabeça dela e por isso eles teriam que chamar a polícia e dizer que tudo passou de um roubo.

Conforme boletim de ocorrência, registrado no dia 08 de agosto de 2014, a Polícia Militar foi chamada para atender a uma ocorrência de roubo, quando os policiais chegaram ao local encontraram a jovem desesperada e chorando. Ela foi ao encontro dos policiais dizendo que, na verdade, não se tratava de roubo e denunciou o ex-companheiro à polícia. Ele, no entanto, foi solto há cinco meses.



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