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Campo Grande, Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018

31/05/2010 09:34

Defesa alega que jornalista se separou por infidelidade

Redação

A defesa do jornalista Agnaldo Gonçalves, que em novembro do ano passado matou a tiro o menino Rogério Pedra Neto, de 2 anos, durante uma discussão de trânsito, pediu ao juiz Carlos Alberto Garcete que a prisão temporária, decretada na última sexta-feira, seja revogada, alegando que ele não tentou obstruir a Justiça.

A alegação da acusação é que ele forjou a separação da esposa após a família de Rogerinho ingressar com ação pedindo indenização de R$ 1,3 milhão. Os bens do jornalista foram bloqueados.

O advogado de Agnaldo, Valdir Custódio, alegou que o casamento do jornalista com a esposa teve fim em agosto de 2009, quando ela descobriu um filho de 27 anos que ele teve fora do casamento. Segundo ele, a separação seguiu um curso natural, por conta desta descoberta e foi consensual.

Outra alegação é que ao se separar o jornalista transferiu vários bens à esposa mas ficou com uma propriedade que teria valor de R$ 350 mil, para fins fiscais, mas cujo valor de mercado alcança R$ 1,5 milhão, suficiente para pagar a indenização à família do menino, em caso de condenação.

Custódio também pontuou que a separação foi assinada no presídio porque há previsão de que o cartório compareça com o livro de registro ao local da pessoa que está impedida de transitar, mediante pagamento de uma taxa. Quanto a isso, Garcete ressaltou que a Corregedoria de Justiça proíbe a retirada de livros de registro de dentro do cartório.

O Ministério Público, a promotora Luciana de Amaral e o assistente da acusação, Ricardo Trad, argumentaram em favor da prisão de Agnaldo e lembraram que ele sequer compareceu à audiência de oitiva de testemunhas defesa, nesta segunda-feira. "Será que ele virá para o julgamento", questionou a promotora.

Neste caso, o juiz esclareceu que o comparecimento de Agnaldo na audiência de hoje não era obrigatório.

Segundo a promotora, no dia 24 de maio último, Agnaldo mudou-se para Praia Grande (SP). O juiz Garcete fez uma ofício que será expedido para a Polinter de São Paulo e delegacia de Praia Grande informando sobre a prisão preventiva, decretada na última sexta-feira.

O advogado de defesa esclareceu que por enquanto seu cliente não deve se apresentar e que vai pedir o hábeas corpus.

O advogado Ricardo Trad avaliou a argumentação da defesa, sobre a separação de Agnaldo e a esposa, como não convincente. "Que coincidência, são casados há 34 anos e só depois que acontece o crime o casal separa", ironizou.

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