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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

13/02/2009 18:00

Desaparecimento agrava sensação de medo no Nova Lima

Redação

Portas e portões fechados não são sinais de que os moradores do Bairro Nova Lima saíram de casa. Diferentemente de outras regiões da periferia de Campo Grande, nas calçadas do bairro, as pessoas há algum tempo já não sentam na calçada para conversar ou tomar tereré, uma tradição na cidade.

O Nova Lima sempre foi considerado violento pelos moradores e o sumiço de dois adolescentes impôs mais rigor e medidas de segurança "caseiras". Cadeado e cachorros têm sido aliados da população.

"Chegou 6 horas da tarde tem que se trancar", diz a dona-de-casa Luciele Pereira de Oliveira, 46 anos. Ela é amiga das famílias de Wellington Afonso dos Santos Aguerro, 14 anos, e Naiara Ribeiro Lucas, 17 anos, e ajudou nas buscas feitas pelos moradores do bairro, que foram encerradas hoje. "Não tem mais onde procurar", lamenta.

Luciele conta que a maior preocupação é com a filha de 19 anos, que volta de ônibus do trabalho, e a neta de 3 anos de idade. Devido à criminalidade da região, ela revela que sempre manteve o portão trancado com cadeado e também tem dois cães, um deles da raça pit bull.

Para resumir o estado das pessoas do bairro, Luciele diz: "Está tudo muito triste aqui".

Sem notícias - A angústia de parentes e amigos é alimentada pela falta de informação. "

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