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Campo Grande, Domingo, 10 de Dezembro de 2017

22/07/2013 21:40

Dono de restaurante onde homem teria sido discriminado fala em versão diferente

Elverson Cardozo

Se identificando apenas como Renato, o homem que se apresenta como proprietário do restaurante Indez, na rua Antônio Maria Coelho, em Campo Grande, onde um gesseiro alega ter sido discriminado pelo garçom quando tentou comprar água no sábado (20), disse, em entrevista por telefone ao Campo Grande News, que ainda está se inteirando do assunto, porque chegou à cidade hoje, mas adianta que a versão é diferente.

Ele passou o final de semana fora, em uma fazenda de Maracaju. Renato contou que soube do fato pela mídia, mas o filho já havia chamado o garçom para uma conversa.

O que chegou até ele, ressaltou, foi uma versão completamente diferente da divulgada pela mídia, porém, não relatada à reportagem. “Não sei nem qual garçom atendeu esse senhor. Temos uma política totalmente contrária ao que foi mencionado. Minha vida inteira eu convivi com pessoas de cor”, disse.

O proprietário do Indez acredita que um posicionamento assim dificilmente partiria de um garçom de sua equipe, “porque eles são treinados, instruídos com relação a isso”. Renato afirmou, ainda, que vai acionar um advogado para tratar do assunto.

Entenda o caso – Neste sábado, o gesseiro Daniel dos Santos Araújo, de 45 anos, procurou a polícia para registrar um boletim de ocorrência pelo crime de racismo. Negro, ele alega que foi discriminado por um garçom do restaurante Indez, localizado na Antônio Maria Coelho.

No dia, o gesseiro relata que estava trabalhando em um local próximo ao restaurante e, por volta das 11h, com sede, decidiu comprar água. Por comodidade, rumou para o ponto de comércio mais próximo. Na entrada do restaurante, para se certificar, perguntou a um dos dois casais que estavam na calçada se ali vendia água. Com a resposta positiva, se dirigiu ao garçom.

Na manhã de hoje, em entrevista ao Campo Grande News, ele relembrou o que aconteceu: “Pedi a água. Mesmo sem perguntar o preço, o garçom já falou que era R$ 3,50. Depois, ele disse que não vendiam água no restaurante e sugeriu que eu fosse a um posto no cruzamento da Espírito Santo com a Mato Grosso. O garçom disse que lá era baratinho e pertinho”.

Daniel foi ao local, comprou a mercadoria, comentou o caso a uma funcionária que o orientou a procurar a delegacia. Ele ligou para o 190, onde recebeu a sugestão de pedir que uma pessoa branca tentasse comprar a mesma garrafa de água.

A missão foi cumprida por um sobrinho (branco) da vítima de discriminação, que comprou a água por R$ 3,30 e sem problemas.

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Sandra, desque quando um sabido restaurante na linha do referido, pode ter um pobre trabalhador como dono do restaurante. Pobre não, trabalhador talvez, porém local muito peculiarmente elitista por sinal. Passou fim de semana na fazenda, não sabe nem qual foi o garçom mas defende a versão contrária ao da celeuma.
 
Adriano Magalhães em 23/07/2013 15:11:07
Ora, ora prezada Sandra Gimenez! Usando uma expressão que virou jargão: "Não são pelos R$ 0,20!"
Francamente, ultimamente temos vivido em estado letárgico, que esses abusos ocorrem e achamos que é assim mesmo, que é o rito normal da ordem das coisas e NÃO É!! Não devemos engolir goela abaixo as atrocidades cotidianas! Se o garçom tivesse falado como camarada, a vítima teria compreendido o recado imbuído de humanidade, mas não foi assim, o garçom queria "desinfetar" a presença daquele senhor que destoava do ambiente, foi isso que ele quis, e isso não pode, não deve ser aceito!
E se a via é judicial, tem que ir enfrente Daniel dos Santos Araújo!
Não aceite desculpas e retrações. Se não tiver advogado procure a Defensoria Pública, mas aja pelo seu direito de ser gente!
 
JESSICA MACHADO em 23/07/2013 11:04:34
Daniel dos Santos Araújo, e para nós mesmos que somos tolhidos e hostilizados dia-a-dia:
"NÃO ACEITES O HABITUAL COMO COISA NATURAL, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar." Brecht
 
JESSICA MACHADO em 23/07/2013 10:29:37
Ora, ora prezada Sandra! Usando uma expressão que virou jargão: "Não são pelos R$ 0,20!"
Francamente, ultimamente temos vivido em estado letárgico, que esses abusos ocorrem e achamos que é assim mesmo, que é o rito normal da ordem das coisas e NÃO É!! Não devemos engolir goela abaixo as atrocidades cotidianas! Se o garçom tivesse falado como camarada, a vítima teria compreendido o recado imbuído de humanidade, mas não foi assim, o garçom queria "desinfetar" a presença daquele senhor que destoava do ambiente, foi isso que ele quis, e isso não pode, não deve ser aceito!
E se a via é judicial, tem que ir enfrente Daniel dos Santos Araújo!
Não aceite desculpas e retrações. Se não tiver advogado procure a Defensoria Pública, mas aja pelo seu direito de ser gente!
 
JESSICA MACHADO em 23/07/2013 10:20:33
Engraçado o cara convive com pessoas de "cor". Porque a pessoa branca não é de "cor". Cada coisa que se ouve. Se a pessoa quer comprar e pode pagar, qual a diferença se ela for preto ou branco? Por isso que Deus unificou para todos a Morte, todos temos o mesmo destino, não tem como fugir vamos para o mesmo buraco , sendo preto, branco, índio, pobre, rico...
 
Placida Barros em 23/07/2013 08:43:22
''Pessoas de cor''? Pelo amor de deus! É a mesma coisa de dizer que conviveu com pessoas tão boa gente que nem pareciam ser negros!
 
Marcos Vinícius Benitez em 23/07/2013 08:36:21
Nossa.... será que todomundo não ve que o homem que ta fazendo toda essa confusão ou seja um a tempestade numa garrafa dagua... ele com certeza ta querendo tirar proveito da situação.. pra ser mais clara ta querendo grana...do pobre trabalhador dono do restaurante.. No minimo quer indenização por danos morais.. manda esse cara trabalhar.. ja pensou se todo mundo quando for numa loja e achar que falar o preço do produto.. e derrepente por ver que uma pessoa humilde lhe sugeriu em comprar numa conveniencia q seria mais barato.. ligar pra policia... fala serio heim
 
sandra gimenez em 22/07/2013 22:06:40
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