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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

12/09/2012 08:03

Em 7 anos, SUS perdeu 26% dos leitos em MS, maior redução no País

Nicholas Vasconcelos
MS teve redução de quase 30% das vagas do SUS entre 2005 e 2012, aponta CFM. (Foto: Rodrigo Pazinato)MS teve redução de quase 30% das vagas do SUS entre 2005 e 2012, aponta CFM. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Mato Grosso do Sul teve a maior redução de leitos do SUS (Sistema Único de Saúde) no País entre 2005 e 2012, aponta levantamento do CFM (Conselho Federal de Medicina) nesta quarta-feira (12). O levantamento aponta que a redução chegou a 26% dos leitos disponíveis em 2005, caindo de 5.199 para 4.042 neste ano.

A clínica geral foi a especialidade que mais perdeu vagas, com redução de 533, seguida pela pediatria que perdeu 297, obstetrícia com menos 203 e cirurgia geral, que deixou de oferecer 143 leitos.

Segundo os dados do CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), do Ministério da Saúde, em todo País são quase 42 mil leitos desativados nos últimos 7 anos.

Para o CFM, os problemas do SUS estão ligados a falta de recursos e uma política eficaz de presença do Estado na área da saúde. O Conselho considera que o problema foi simplificado pelos gestores, que atribuem a falta de médicos ao problema da saúde e não levam em consideração problemas como a falta de infraestrutura física, políticas de trabalho eficientes para os profissionais e financiamento comprometido com o Sistema Único.

Mato Grosso do Sul tem o 11° maior percentual de profissionais do Brasil, com 1,63 médicos para cada mil habitantes, num total 3.983. A média nacional é de 1,95 médicos, índice considerado suficiente pelo Conselho e que coloca o Brasil em 5° maior número do mundo.

Uma das dificuldades apresentadas é distribuição desses profissionais pelo país, já que 72% deles estão em nas regiões Sul e Sudeste. Para mudar essa situação, o estuda aponta que são necessários investimentos em materiais, equipamentos e leitos, planos de cargos e salários e vinculo empregatício.

O estudo aponta que o Brasil aparece com o menor percentual de participação do setor público no investimento per capita em saúde entre os países que oferecem sistema universal de saúde, que entre outros fatores, resulta numa maior taxa de mortalidade neonatal expectativa de vida. No País são investidos US$ 921 por paciente, com US$ 401 do setor público, uma participação que corresponde a 44% dos gastos. Já o índice de mortes é de 12 para cada 1 mil nascimentos e a expectativa de vida é de 73 anos.



É isso ai... e Viva o Aquário do Pantanal!!!
 
Ricardo Almeida em 12/09/2012 11:21:54
entao Para mudar essa situação, o estuda aponta que são necessários investimentos em materiais, equipamentos e leitos, planos de cargos e salários e vinculo empregatício...
sabe o que fazerem e nao fazem...dinheiro tem pagamos rios em impostos...
o que falta meu Deus!!!
eh a populacao enteder,avaliar,ter amor proprio eh votar direito...
povo nao vendam seu voto!!!reclamamos mais a culpa eh nossa
 
maria helena ferreira de souza em 12/09/2012 11:03:01
ENQUANTO NAO HOUVER FISCALIZACAO SERIA SOBRE AS RECEITAS DA SAUDE,ISSO CONTINUARA,AGORA LEMBREM-SE O ATUAL PREFEITO DA CAPITAL E O GOVERNADOR SAO MEDICOS,ACHO QUE FALTA BOA VONTADE,PORQUE CONHECIMENTO E BEM PROVAVEL QUE ELES TENHAM,VAMOS ABRIR UMA CPI PARA INVESTIGAR OS DESVIOS DA SAUDE EM MATO GROSSO DOSUL
 
VALDINEY PENEGONDI em 12/09/2012 09:48:00
Ser CAMPEÃ NACIONAL em muitas coisas são boas, mas quando há inversão de propositos é lastimavel. Vamos ser campeões em coisas boas.
 
Juarez Goncalves em 12/09/2012 09:33:07
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