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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

10/09/2012 08:40

"Todos acabam vindo para cá quando precisam", diz diretor da Santa Casa

Nadyenka Castro

Para ele, faltam mais leitos de hospital em Campo Grande e atendimentos a vítimas de trânsito têm sobrecarregado o hospital, em especial o centro cirúrgico

Santa Casa é alvo constante de críticas, mas diretor afirma que todos procuram o hospital para atendimento. (Foto: Minamar Júnior)Santa Casa é alvo constante de críticas, mas diretor afirma que todos procuram o hospital para atendimento. (Foto: Minamar Júnior)

“Todos acabam vindo aqui quando precisam”, afirma o diretor-clínico da Santa Casa de Campo Grande Heitor Soares, que diz que para melhorar o atendimento hospitalar na Capital é preciso mais leitos e redução de acidentes de trânsito, principalmente os de motocicleta.

Heitor explica que o hospital é referência em atendimento a traumas, cirurgia cardíaca, neurológica, obstetrícia de alto risco e grandes queimados. A referência associada ao corpo clínico disponível 24 horas faz com que o hospital seja o mais procurado e “tudo isso tem custo”, lembra o diretor, afirmando que a Santa Casa atende a “cinco vezes mais pacientes do Sistema Único de Saúde do que de convênios”.

Muitos destes pacientes que buscam atendimento no hospital vão para internação e aí faltam leitos. Há ainda situações pontuais em que não há vagas também para convênios e particulares. Ele citou como exemplo da necessidade de mais vagas o que aconteceu no fim de junho: havia 630 pacientes internados, para 600 vagas. “Tinha paciente do SUS até na ala particular”.

Para Heitor, se a maioria das doenças fossem curadas na atenção básica e reduzisse a violência urbana, não faltariam vagas. Mas, enquanto isso não acontece, mais leitos estão sendo viabilizados no hospital para reduzir o déficit.

Urgência e emergência- “Não é o convênio que manda, é a gravidade”, resume o diretor da Santa Casa, ao explicar porque uma pessoa do SUS pode ser atendida primeiro que aquela conveniada. A diferença é no espaço de atendimento. “Mas a pessoa de convênio não aceita isso”. “O atendimento é por gravidade. Todos somos seres humanos. A visão é humana, não econômica e o atendimento na Santa Casa é por gravidade”.

E nesse cenário entram as vítimas de acidentes de trânsito, de agressão, que, conforme o caso, acabam sendo atendidas prioritariamente e também vão para a frente da fila no centro cirúrgico. Muitas vezes, para o atendimento a uma vítima de acidente são necessários vários profissionais. “Para um politraumatizado, por exemplo, é preciso vários especialistas, e isso é todo dia”, conta o diretor.

Por conta das situações mais graves, as cirurgias eletivas vão ‘esperando’. Há situações em que chegam a ser suspensas por horas e dias. Para se ter ideia do montante de procedimentos cirúrgicos realizados no hospital, somente em junho foram 1,9 mil. “A maioria é ortopédica e a maioria é de acidentados com motocicletas”, afirma.

Em junho, o hospital atendeu a 451 pacientes vítimas de acidentes de trânsito. Deste total, 314 são só de moto.

Há também situações que fazem com que o atendimento demore um pouco mais: paciente alcoolizado que não lembra do que ocorreu, por exemplo. Para ele, a solução de muitos problemas é o Hospital do Trauma. “A Santa Casa precisa que o Hospital do Trauma seja aberto”.



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