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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Março de 2019

29/08/2018 09:57

Em 9 anos, Capital reduziu 44,2% de fumantes passivos no trabalho

Em 2009, o percentual era 13,8 %, passando para 7,7%, 2017; pesquisa foi feita por telefone nas 26 capitais e Distrito Federal

Danielle Valentim
Dados do Vigitel 2017 apontam ainda que a frequência do hábito de fumar é maior entre os adultos com menor escolaridade. (Foto: Internet/Reprodução)Dados do Vigitel 2017 apontam ainda que a frequência do hábito de fumar é maior entre os adultos com menor escolaridade. (Foto: Internet/Reprodução)

Os trabalhadores de Campo Grande comemoram a queda de 44,2% no número de fumantes passivos no local de trabalho nos últimos nove anos. O percentual desse ambiente passou de 13,8% em 2009, para 7,7% em 2017. Os dados são do último levantamento do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, e foram publicados na semana do Dia Nacional de Combate ao Fumo.

Em 2009, as mulheres representavam 7,3%, passando para 3,1% em 2017. Já entre os homens o percentual era de 21% e reduziu para 12,9% no ano passado. Os dados do Vigitel 2017 apontam ainda que a frequência do hábito de fumar é maior entre os adultos com menor escolaridade.

No Brasil, a queda foi de 44,6% no percentual de fumantes passivos no local de trabalho nos últimos nove anos no Brasil. O percentual de fumantes passivos nesse ambiente passou de 12,1% em 2009, para 6,7% em 2017. A pesquisa apontou ainda uma redução significativa de 45,6% entre as mulheres e 43,5% entre os homens.

Quando verificado a situação das capitais, a frequência de fumantes passivos no local de trabalho variou entre 3,7% em Porto Alegre e 9,7% em Porto Velho. Entre os homens, as maiores frequências foram observadas em Porto Velho (14,5%), Recife (13,0%) e Campo Grande (12,9%), e entre as mulheres, no Distrito Federal (6,4%), em João Pessoa (6,0%) e Rio Branco (5,9%).

“Houve um avanço importante na redução da exposição de pessoas ao fumo passivo, e esse impacto foi verificado após a regulamentação da Lei que proíbe o ato de fumar cigarros, charutos, narguilés e outros produtos em locais fechados e de uso coletivo. No entanto, ainda é preciso continuar fiscalizando os locais de trabalho e dar continuidade com a política de aumento dos preços de cigarros. O aumento no preço tem impacto direto na redução de fumantes no país”, afirmou a diretora geral de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde, Maria de Fátima Marinho.

Fumantes passivos no domicílio - O estudo verificou também redução na frequência entre os fumantes passivos no domicilio. Em 2017, Campo Grande apresentou queda 19,6%, saindo de 10,2% em 2009, para 8,2% em 2017. A queda também foi verificada entre os sexos no mesmo período.

Há nove anos, as mulheres representavam 10,6%, passando para 8,9% em 2017. Já entre os homens o percentual era de 9,6% e reduziu para 7,3% no ano passado.

O Brasil apontou queda 37,8% no número de fumantes passivos no local de domicilio. Saindo de 12,7% em 2009, para 7,9% em 2017. A queda também foi verificada entre os sexos no mesmo período. Entre as mulheres foi verificado uma redução de 43,3% e entre os homens 37,8%.

A prevalência de fumantes passivos no domicílio variou entre 5,2% em Palmas e 10,4% em Macapá. Entre os homens, as maiores frequências foram observadas nas capitais, Aracaju (9,8%), Belo Horizonte (9,5%) e Fortaleza (9,4%) e, entre as mulheres, em Macapá (12,7%), Recife (11,4%) e Natal (10,4%).

As menores frequências entre os homens foram observadas em Salvador e São Luís (4,6%) e Manaus (4,8%); as menores frequências entre as mulheres ocorreram em Palmas e Vitória (4,7%) e Florianópolis (5,5%).

VIGITEL 2017 - Dados do Ministério da Saúde apontam que a frequência do consumo do tabaco entre os fumantes nas capitais brasileiras reduziu em 36%, no período de 2006 a 2017. Nos últimos anos, a prevalência de fumantes caiu de 15,7%, em 2006, para 10,1% em 2017.

A frequência do hábito de fumar foi maior entre os adultos com menor escolaridade (13,2%), e cai para 7,4% entre aqueles com 12 anos e mais de estudo. O inquérito também mostrou que entre as capitais do país com maior prevalência de fumantes estão Curitiba (15,6%), São Paulo (14,2%) e Porto Alegre (12,5%). Salvador foi a capital com menor prevalência de fumantes (4,1%).

Tratamento - O SUS oferece tratamento gratuito para os fumantes. Para isso, a população deve procurar centros/postos de saúde ou a Secretaria de Saúde do município para informações sobre locais e horários de tratamento. Para outras informações, ainda é possível consultar a Coordenação de Controle do Tabagismo na Secretaria Estadual de Saúde ou entrar em contato com o Disque Saúde 136. São ofertados gratuitamente medicamentos como adesivos, pastilhas, gomas de mascar (terapia de reposição de nicotina) e bupropiona.

 

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